Mega Man 6

9
Longevidade: 8/10
Jogabilidade: 8/10
Gráficos: 9/10
Som: 9/10

Cumpre a função a todos os níveis

Já não a magia inovadora de outros tempos, mas ainda assim não desilude

A franchise Mega Man marcou os anos 80 e 90. Tornou-se  um dos baluartes das consolas Nintendo, quer pela sua criatividade, quer pela sua originalidade, música e dificuldade. Muitas vezes enunciado como uma dos melhores franchises da Nintendo Entertainment System, Mega Man 6 chegou às NES já muito tarde. Aliás, tão tarde que a Super Nintendo já tinha saído há dois anos e o jogo Mega Man X, também para a Super Nintendo, estava quase a sair.  A história assenta num torneio mundial de robots, organizado por Dr. X, para dar a conhecer os melhores robots e cientistas do mundo. Dr. Light, desconfiado do torneio, participa com Mega Man. Como é de esperar, Dr. X é na verdade Dr. Willy que, na fase final do torneio, toma controlo dos oito melhores robots e decide conquistar o mundo. É então que Mega Man entra em acção.

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Talvez por este ser já o sexto jogo, as ideias possam ter começado a escassear. Mega Man vai contar com a ajuda de Rush, o seu cão robot, para atravessar os níveis. Rush, já conhecido em jogos anteriores, ajuda Mega Man em algumas situações, adaptando-se e modificando a armadura de Mega Man. Este conceito de adaptar Rush ao protagonista recebeu no nome de ‘adaptor’- Rush Power Adaptor e Rush Jet Adaptor. No primeiro, a personagem ganha uma força extra e em Rush Jet Adaptor, este pode voar por um período bastante curto. Os adaptors são fundamentais para conseguirmos progredir no jogo e aceder aos já habituais energy tanks.  Neste jogo, quatro dos oito níveis iniciais têm bifurcações em que, se escolhermos o caminho correcto, encontramos o boss do nível e, além de desbloquearmos a arma, recebemos uma das quatro partes da arma Beat – o robot pássaro que irá ajudar  o protagonista  na segunda fase do jogo já no castelo de Dr. Willy. Podemos encontrar estas quatro partes da arma nos níveis de Tomahawk Man, Centaur Man, Yamato Man e Kinght Man.

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Em termos gráficos, o jogo é do melhor que a NES podia ter. Nota-se que a velha Nintendo já estava a ser espremida e que Mega Man 6 já não ia ter nenhuma novidade gráfica. Mas, a execução é perfeita: a Capcom é conhecida por ter jogos de plataformas de enorme qualidade e, graficamente, Mega Man 6 é uma das melhores experiências que podemos ter quando gabamos a consola a um amigo. A música que também caracteriza a franchise não desilude, continuando a apresentar músicas cheias de ritmo e que pintam de forma exemplar os níveis do jogo. De facto, quando falo de Mega Man com amigos, a música é quase sempre o desbloqueador de conversa.

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Apesar de várias vezes ser considerado o mais fraquinho da série de jogos, Mega Man 6 cumpre a função. É verdade que já não tem a magia inovadora, nem a dificuldade avassaladora de títulos anteriores, mas o jogo corre de forma exemplar. Talvez tenha sido o “esticar” de uma série, quando muitos dos seus seguidores já tinham migrado para a Super Nintendo. De qualquer forma, Mega Man 6 está disponível para a Nintendo Wii U e na Virtual Console, a um preço bastante mais simpático do que o original sendo, portanto este, um bom motivo para o experimentar.

Autor: Francisco Pereira Pesquise todos os artigos por

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