Mega Man VII

Vale a pena conhecer esta saga agora?

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Às vezes há a tendência para pensar que quem escreve sobre videojogos tem que saber sobre tudo nessa área, principalmente tratando-se de jogos célebres… mas vou ser sincero, obviamente não sou conhecedor de todos os jogos e géneros! O caso específico de Mega Man sempre me despertou alguma curiosidade e é da Capcom, um dos meus developers preferidos mas, por acaso, nunca tinha jogado nenhum dos inúmeros títulos desta série até agora.

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Então a minha história com Mega Man começa com uma breve cutscene que nos enquadra no ano de acção (que estranhamente é 20XX) e no enredo que vem na continuidade dos títulos anteriores. Pelo que percebi tudo gira basicamente à volta de um cientista maluco chamado Dr. Wily e dos robots por ele criados. Ele é um criminoso com planos megalómanos e Mega Man é o herói que vai salvar a situação. Passada esta introdução temos pleno controlo do nosso personagem, sem tutoriais que nos levem ao colo, como é vulgar acontecer com os jogos de hoje em dia.

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Após uns primeiros passos e disparos aparece-nos um primeiro boss, tudo em menos de 5 minutos! Se o aparecimento de um boss tão cedo é inesperado ainda mais o é se tivermos em conta que não é pêra doce dar cabo dele. Perdi 4 ou 5 vezes de seguida e pensei “isto é humilhante, não vou conseguir passar dos 5 minutos de jogo…!”. Mas então resolvi usar os neurónios e observar melhor o que se passava, perceber o padrão de movimento do inimigo e usá-lo em minha vantagem. Dessa forma consegui derrotá-lo, não era tão difícil assim. É que, pelos vistos, Mega Man não é apenas um jogo de acção desmiolada, é mais do que isso, exige bons reflexos, memorização de padrões mas também que se puxe pela cabeça e perceba que, por vezes, a forma de ataque mais evidente não é necessariamente a mais eficaz.

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Finalizado o primeiro nível temos a hipótese de escolha entre 4 inimigos diferentes que representam cada fase e é interessante poder escolher a progressão no jogo à nossa vontade visto que, devido à sua dificuldade elevada, é provável que inicialmente alguns dos desafios pareçam impossíveis de bater. A jogabilidade é simples, andamos com as setas direccionais e temos um botão para salto e outro para disparo. Se premirmos mais tempo acumulamos energia no personagem para um disparo mais poderoso. Tenho saudades desses tempos de jogos mais simples em que simplesmente pega-se e joga-se sem ter que aprender ou decorar combinações complicadas de teclas. Pode ser um pouco artificial não ser possível direccionar o disparo de forma mais precisa, apenas disparamos em frente mas as regras do jogo são essas e funciona bem dessa forma. Se quiserem disparar para todos os lados joguem o Contra ou então o português Greedy Guns (dos Tio Atum).

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Visualmente Mega Man ainda se aguenta bem, com gráficos muito cartoon e com cores vivas. Os personagens são representados numa escala generosa que permite observar bem os seus detalhes. Não posso garantir que vá jogar agora todos os Mega Man que há por aí mas finalmente tive a minha curiosidade saciada e não fiquei desiludido. Não sei se o VII título da saga é melhor, pior ou igual aos outros mas o que posso dizer é que ainda se mantém como um bom desafio e sobretudo como algo bastante divertido de jogar. Se não o jogaram na altura podem pegar agora nele na Virtual Console da Wii U, é mais uma forma agradável de estudar a história dos videojogos.

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 Veredicto                                                        
É um clássico que ainda se aguenta perfeitamente bem, oxalá todos os jogos actuais fossem tão difíceis mas divertidos.
 Plataforma        
 Super Nintendo
 Produtora         
 Capcom
Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

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