Mega Man X3

Mega Man X3 o jogo que hoje em dia seria DLC

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O franchise Mega Man sempre foi para mim um “motivo de confusão nostálgica” – passo a explicar:

Quando era mais novo, adorava as séries e os filmes de Hitchcock. Há uns anos, comprei a compilação dos filmes e decidi reviver todos esses momentos, de uma assentada. O resultado foi um pouco aquém do que eu esperava: comecei a olhar para o talento, não só dos actores principais ou da narrativa, mas para tudo o resto. E não foi a melhor das experiências. Embora considere um dos melhores no cinema do género, o tempo levou-me a ter uma opinião diferente da que tinha quando era mais novo.

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Com esta série de jogos tive, lentamente, o mesmo sentimento. Na altura em que os joguei (e não foram todos, claro) foram míticos. Mas hoje quando pego num comando e começo, rapidamente sinto que são repetitivos. Oito níveis, upgrades, e apanhar armas novas.

Estamos no ano 21XX  e os humanos vivem numa sociedade de robots inteligentes, chamados Reploids e dotados de livre arbítrio. Com o tempo, e devido a esta capacidade de livre arbítrio, alguns tornam-se criminosos – os chamados Mavericks. Dr. Cain, o inventor destes humanóides, cria uma força militar para os controlar, chamada Maverick Hunters e composta por Mega Man X e Zero. Após a vitória dos dois heróis em Mega Man X2, Dr. Doppler – o inventor destes reploids – toma consciência de que tinha sido coagido por Sigma, agora em forma de vírus, e que o seu objectivo era conseguir um novo corpo: o de X.

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O jogo segue a linha de gameplay dos anteriores – oito níveis para colecionarmos partes do corpo. À imagem dos jogos anteriores, também este se torna mais simples quando compreendemos que arma devemos apanhar primeiro e em que Boss a devemos usar. De regresso estão os Ride Armors, que neste jogo são mais variados e permitem alcançar itens escondidos no jogo. Estes itens ou veículos podem ser invocados a meio do jogo.

Outra das novidade de Mega Man X3 é Zero como personagem controlável. Tem apenas uma vida e, quando a perdemos, é para sempre. Temos de ter bastante cuidado se queremos ver um dos dois finais possíveis neste jogo da Capcom.

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Em termos da trilogia inicial, X3 é provavelmente o mais indiferente aos olhos dos fãs. É apenas uma boa continuação dos dois primeiros mas não oferece o suficiente para se destacar. Nos dias de hoje, este jogo teria sido um excelente DLC mas, enquanto stand alone, é mais do mesmo.

É um jogo para os fãs e um jogo recomendável para aqueles que ainda não jogaram a trilogia. Mas, na minha opinião, se já jogaram três ou quatro jogos da série e não sentiram grande hype, não vão encontrar aqui grandes novidades.

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 Veredicto                                                        
Apesar de ser um excelente platformer, não inventa a roda no que diz respeito aos jogos Mega Man.
 Plataforma        
 SNES
 Produtora         
 Capcom
Autor: Francisco Pereira Pesquise todos os artigos por

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