Might & Magic: Clash of Heroes

9
Longevidade : 8/10
Jogabilidade : 9/10
Gráficos : 8/10
Som : 8/10

História rica e personagens carismáticas

Demasiada influência do factor random nas lutas

A franchise Might&Magic conta com uma legião de fãs saudável, mas a verdade é que nos últimos anos não têm saído títulos que fazem jus ao bom nome da série, o que acaba por tornar difícil a angariação de fãs das novas gerações de gamers para esta franchise e fazendo com que no geral os seus títulos venham a perder protagonismo.

É neste ambiente que é lançado Might & Magic: Clash of Heroes… e embora tenha começado relativamente despercebido, a sua nova fórmula de jogo e aspecto visual vieram a revelar-se um sucesso capaz de revitalizar a franchise.

História

Em Ashan, o mundo misterioso de Might & Magic, Elfos guardam as florestas esmeralda de Irollan, Cavaleiros governam sobre os feudos do Império Griffin, Feiticeiros regem os desertos e óasis das cidades de prata e os Necromancers nos baldios de Heresh veneram os demónios de Sheogh, o mundo prisão. Juntos tornaram-se aliados para preservar a paz em Ashan.

Mas quando um eclipse lunar com tons de vermelho-sangue surge, a divisória entre Ashan e o mundo dos demónios Sheogh é enfraquecida, permitindo que eles andem livremente por Ashan a promover uma guerra sem fim. Desde tempos imemoráveis que as hordas de demónios apenas foram rechaçadas de volta para o mundo prisão através do uso do artefacto mais poderoso da história, conhecido como. Todavia numa assembleia entre as nações onde se planeava discutir quem iria envergar o poderoso artefacto e voltar a encarcerar os demónios, o campo onde o mesmo se realizava foi atacado, os líderes mortos, e a localização do artefacto perdida… quem conseguirá evitar a invasão dos exércitos de Sheogh e envergar a “Blade of Binding”?

Overview

Quem conhece os títulos anteriores desta franchise estará certamente familiarizado com as facções do universo Might & Magic que fazem parte de Clash of Heroes: Haven, Inferno, Sylvan, Academy e Necropolis. Mas à parte das facções e do sistema de heróis, todo o sistema de jogo é diferente face aos anteriores títulos, pelo que os fãs mais rígidos desta franchise deverão abraçar este novo jogo com uma mente aberta e receptiva a novos horizontes.

O Clash of Heroes é um híbrido de RPG, apresentando uma história bem desenvolvida que conta com personagens carismáticos, quests e side-quests, itens e evolução do herói; e Puzzle/Estratégia, visto o sistema de combate e gestão de unidades revolver sobre uma manipulação estratégica de unidades semelhantes e com a mesma cor de forma a produzir uma variedade de acções de ataque/defesa.

Jogabilidade

Como disse anteriormente, o sistema de combate possui muitas características similares a um típico jogo de puzzles, mas na sua essência resume-se a três classes de unidades diferentes:  normais, elite, champion; a um sistema de cores, ao feitiço do herói, e a cinco acções distinta: ataque, defesa, fusão, link e chaining. O combate desenrola-se por turnos, e em cada turno temos um número limitado de acções para realizar, pelo que devemos analisar inteligentemente o campo de combate e gerir as nossas unidades de forma a realizar as acções referidas anteriormente com o intuito de derrotarmos o nosso adversário ou de realizar alguma acção específica para atingir a vitória nessa batalha.

Para além do sistema de combate temos também de navegar pelo mundo de Ashan de forma a cumprirmos com as quests principais, aceitar novas sidequests, apanhar recursos necessários à compra de unidades, etc.

Gráficos

Os gráficos estão bastante bons, quer no desenrolar normal do jogo como nas cutscenes introduzidas pela história. Os cenários e os sprites das personagens são bastante apelativos e encaixam perfeitamente na mística Might & Magic. Facilmente se identificam influências japonesas na direcção gráfica do jogo, típicas dos mais clássicos JRPG’s e Anime, algo que poderá alienar os fãs mais antigos, mas que é algo que é bastante popular nesta altura, o que reforça a ideia de quererem apelar a uma nova geração de fãs.

Som

Tanto a música como os efeitos sonoros encaixam perfeitamente no jogo, sendo até algo relaxantes, o que é um aspecto bastante positivo pois não interfere no nosso raciocínio enquanto nos debruçamos sobre quais as melhores acções a tomar, e depois dá uma outra vida a essas mesmas acções, transportando-nos para o campo da batalha.

Longevidade

O modo história só por si dá-nos bastantes horas de jogo, especialmente se decidirem completar todas as side-quests e batalhas disponíveis. Mas mesmo depois de completarem o mesmo, terão sempre a oportunidade de se desafiarem com lutas rápidas, o que certamente fará o deleite dos apreciadores deste sistema de combate.

Apreciação final

A história do jogo é bastante rica, e as suas personagens carismática prendem-nos a ela como poucos o conseguem. O sistema de combate demorar algum tempo a interiorizar, mas mesmo após um domínio do mesmo, cada batalha é um desafio, o que tira qualquer monotonia ao jogo. A única coisa que me ficou a faltar no jogo dói termos também disponível o sistema de progressão de personagens nas lutas rápidas, e em termos de aspectos negativos apenas posso realçar que por vezes o factor random influencia demasiado o desenlace das lutas.

Autor: Jorge Fernandes Pesquise todos os artigos por

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