Monster Hunter Generations

Um resumo de tudo que se passou (de bom).

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A série Monster Hunter já tem alguns aninhos e uma fama brutal em terras nipónicas. Apesar de a Europa não ser o território de maior sucesso desta série, a Capcom tem feito um esforço para integrar este peculiar estilo de jogo na nossa sociedade. Monster Hunter 4 Ultimate teve uma boa recepção cá e agora temos pela frente o Monster Hunter X, nome usado no Japão, e que não fica em nada atrás do seu antecessor. Aliás, Generations reúne o que a série tem de melhor, apesar de não oferecer nada de realmente único e inovador.

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Generations acaba por ser um resumo da matéria dada ao longo dos tempos. É, possivelmente, o jogo mais completo e com mais conteúdo da série e que vai agradar a todos os fãs da série, mas continua a ter alguns problemas, que permanecem de título para título. Continua a fazer-me alguma confusão a ausência de uma narrativa com princípio, meio e fim. Começamos o jogo e após breves e cordiais introduções, iniciamos a nossa primeira quest, que serve como reconhecimento da área, além de nos recordar como funcionam os controlos. Posto isto, temos mais e mais quests pela frente. Recuperar itens, matar inimigos e receber as recompensas. Isto durante dezenas de horas. Fiquei com a ideia de que os jogos anteriores tinham, pelo menos, uma pequena premissa e alguns diálogos mais envolventes. É verdade que o foco do jogo, tal como o título da série indica, é caçar monstros, mas pedia-se mais algum detalhe sobre o nosso personagem, bem como do ambiente envolvente.

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Outro dos problemas que persiste é a câmara do jogo. Claro que fui afectado por este aspecto porque o testei na 3DS XL “normal” e não na New 3DS, que já conta com aquele mini-analógico que, neste título, controla a câmara. O problema, é que não se pode criar um jogo que seja 100% funcional em apenas um modelo da consola. Ou faziam um título exclusivo deste modelo ou então já se pedia uma melhoria no controlo desta, visto que senti o mesmo problema em Monster Hunter 4 Ultimate. Apesar de não ser um aspecto muito crítico, em alguns momentos dificulta-nos os combates, deixando-nos algo perdidos.

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Falando em combate, este é, sem dúvida, o melhor aspecto que o jogo oferece. Com 14 armas diferentes e vários estilos, os novos Hunting Styles, os duelos com monstros são muito intensos, variados e desafiantes. Os novíssimos Hunter Arts são habilidades especiais que, quando usadas no momento certo, representarão a vossa salvação, além de que a forma como abordamos os combates ou o nosso estilo de jogo será diferente de jogador para jogador, o que torna a personalização do método de combate única e variada. Para ajudar à festa, podemos controlar os Palicos, uns pequenos gatos bem estranhos que oferecem mais uma opção na caça ao monstro. O leque de inimigos é gigante e estão reunidos todos os “bichos” mais conhecidos entre os fãs. A forma de abordagem de cada inimigo é única e muitos deles requerem cuidado extra ou uma arma própria, para facilitar a matança. No final, é a procura incessante por melhores equipamentos e a criação de novos que serve de motivação para o caçador. Se gostam desta fórmula, vão achar este o vosso Monster Hunter favorito. Se nunca apreciaram a série, também não vai ser aqui que vão ter a vossa primeira experiência com sucesso.

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A nível gráfico, o jogo é capaz do melhor e do pior. Se, por um lado, temos monstros e personagens bem detelhados, por outro, temos alguns bugs estranhos e algumas áreas bastante vazias. Pedia-se mais algum cuidado na fluidez e na “composição paisagística.”

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Generations é um óptimo tributo a todas as gerações de jogadores que já passaram pelo universo de Monster Hunter. Tem um combate rápido e cheio de vida, armas a “dar com o pau”, monstros fantásticos e cheios de pormenor, além de dezenas e dezenas de missões. Com uma boa história à mistura, mais diversidade nas quests e mapas mais detalhados, era um jogo fantástico. É pena que estes elementos estejam em falta, título após título. Contudo, é uma boa homenagem a todos os aficionados da caça ao monstro.

up
Veredicto
Uma espécie de Greatest Hits da série: um bom jogo que podia oferecer mais novidades.
Plataforma
3DS
Produtora
Capcom
Autor: Goncalo Cardoso Pesquise todos os artigos por

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