Monument Valley

Review 4×4

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Ilusões de um mundo sonhado

600x150

Provavelmente já se depararam com uma enorme quantidade de imagens por essa internet fora que brincam de forma subtil e inteligente com as formas geométricas, criando ilusões que nos engolem na fantasia para um mundo imaginário e impossível. Um destes famosos artistas, de seu nome Maurits Cornelis Escher, acabou por ser inspiração para um dos mais brilhantes jogos de 2014, Monument Valley.

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Esta grande surpresa acabou por sobressair do mercado mobile, onde foi unicamente lançado, mas não foi por isso que deixou de se unir aos melhores e de se apelidar um dos melhores de 2014, contando até com uma nomeação no grande evento que distingue os melhores videojogos do ano. Tudo nos níveis, em forma de quebra-cabeças criados para o jogo parecer perfeito. A ustwo soube aliar à magia da impossibilidade, uma personagem com carácter, que transborda ousadia e ao mesmo tempo receio, uma banda sonora de babar e um colorido mundo de acontecimentos absolutamente fantásticos.

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“Brincar” com a física faz todo o sentido aqui, e além de ser realmente necessário para alcançar as saídas, faz-nos também lançar “wow’s” a todo o momento. Monument Valley é igualmente a prova de que os videojogos são mais do que gráficos, explosões ou efeitos especiais de topo. A verdadeira imersão que nos suga para o imaginário acaba por acontecer da maneira mais simples, mostrando, obviamente, como o inteligente uso dos vários elementos que compõem um jogo formam também uma epopeia digital.

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Controlar Ida, a princesa e protagonista desta aventura é extremamente simples, tendo nós que apenas tocar no sítio para onde queremos que ela se dirija. E não digo isto em tom de análise, mas porque, ao tratar-se de um jogo para dispositivos móveis, era importante que o movimento fosse facilitado. Caso toquemos por acaso num canto qualquer e o caminho esteja barrado, Ida não se mexe nem anda às voltas à procura de saída. Provavelmente o único ponto menos bom é a longevidade que Monument Valley oferece.

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É um jogo curto, e até considerado fácil. Por muito que se demore num nível, a solução não tardará a ser encontrada. Mas não é por isso que se deve deixar de lado. Se demorarem duas horas, são logo 120 minutos, e cada minuto é um prazer neste mundo mágico.

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Apesar de todas as boas coisas que o título possa ter, não é de todo a primeira incursão neste tipo de jogabilidade, sendo Echocrome o melhor exemplo que possamos ter como rival. Porém, Monument Valley fá-lo de tal maneira tão perfeita e satisfatória, que é impossível ficar indiferente, ainda para mais, quando se tem um mercado móvel tão repetitivo, tanto na oferta como nos meios de atingir objectivos.

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Diria que é obrigatório a qualquer usuário não deixar passar a oportunidade de experimentar um dos mais belos jogos do ano passado, e por muito que escrevesse, nunca conseguiria passar o que me ficou na alma e na retina, e que só ao deixarem-se levar vão perceber.

 

 

 

up
Veredicto
Um título obrigatório
Plataforma
Android / iOS
Produtora
ustwo

 

 

Visto por: Tiago L. Dias

 

No meio do vasto leque de jogos existentes nas lojas Apple e Android, este título destaca-se com mérito. É curto, simples e proporciona bom retorno ao dinheiro empregue. O grafismo salta para segundo plano, (não é mau, pelo contrario), mas o que lhe dá alma é o design dos quadros, complexidade e simplicidade ao mesmo tempo. Tem corpo e conteúdo. O único senão é ser curto, muito curto para o preço. Se este fosse cortado para metade seria perfeito. Mas sem dúvida que é muito agradável de jogar.

Visto por: João Sousa

 

Este é um título absolutamente obrigatório em qualquer tablet que se preze. Apesar de bastante curto e caro para os padrões de jogos mobile, não chorei nadinha o dinheiro gasto. É uma experiência contida com padrões de excelência em termos de direcção de arte e, no fundo, é um puzzle game divertido de jogar. É algo absolutamente original? Na, nem por isso, já vi todas as suas ideias representadas noutros jogos mas aqui está tudo doseado e polido por isso recomendo-o com convicção! Não é propriamente muito longo nem difícil mas é uma viagem por um mundo de arquitectura misteriosa (e impossível) que vale simplesmente pela sua exploração.

Visto por: Miguel Coelho

 

Se M. C. Escher vivesse nos tempos de hoje e fosse game designer, Monument Valley seria o jogo dele. A simplicidade de um jogo mobile que faz bom uso das mecânicas do touch screen funde-se na perfeição com o lado artístico, surreal e engenhoso das ilusões de óptica e objectos impossíveis que, mais do que uma simples maquilhagem, contribuem activamente nas mecânicas do jogo, sendo mais uma das engrenagens. É muito fácil ficarmos perdidos em uma dessas duas coisas (ou até mesmo em ambas): na sua beleza estética ou na sua beleza funcional. Para quem é fã de puzzle games e está à procura de algo diferente, esta é, provavelmente, a melhor coisa neste momento no mercado mobile.

 

 

Autor: Victor Moreira Pesquise todos os artigos por

One Comment on "Monument Valley"

  1. Ricardo Vicente 17 March 2015 at 12:49 - Reply

    Gostei imenso deste jogo. Apenas 10 capitulos e embora a jogabilidade ser curta vale bem a pena. Adquiri como App of the day pela Amazon Store e conclui em menos de meia hora. Visualmente é simplesmente fantástico, moderno e melancólico.

    Ficam algumas estatísticas: http://blog.monumentvalleygame.com/blog/2015/1/15/monument-valley-in-numbers

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