Nier (Curtas)

Ficha Técnica
Ano: 2013;
Desenvolvido por Cavia;
Género: RPG;
Plataformas: Xbox 360
Analisado em: PS3

 

INTRODUÇÃO

Nier - Intro

Em 2049, perdidos numa tempestade de neve, um pai e a sua filha tentam encontrar um abrigo que os proteja do frio e dos monstros que os perseguem. O pai tenta fazer tudo para proteger a sua filha, mas mesmo com a destruição dos vários inimigos, a pequena Yonah começa a tossir violentamente – um dos sintomas do vírus Black Scrawl. 1,312 anos depois, agora num mundo destruído pelo tempo, o pai tenta novamente defender a sua filha e encontrar uma cura para a doença terminal que a ameaça matar. Acompanhado por um livro falante, o Grimoire Weiss, Nier terá de enfrentar o número crescente de monstros e descobrir os segredos escondidos por detrás das ruínas de uma civilização falhada.

 

O BOM

Nier - BOM

  • Uma história envolvente, emocionante e provocante. Nier não tem receio de tocar em temas fortes ou dar-nos personagens, não só problemáticas, como humanas e incrivelmente viscerais. Cavia, estúdio também responsável pela série Drakengard, conseguiu dar-nos uma narrativa profunda e atenta aos pormenores, construindo uma história absolutamente imperdível para os fãs de RPGs de acção.
  • Nier consegue desenvolver um mundo rico e extenso repleto de mitologia e pequenos detalhes que transformam a sua experiência numa das melhores do género.
  • Sistema de magia baseado na utilização de sangue para derrubar os vários inimigos presentes no jogo. Temos à nossa disposição uma enorme variedade de poderes, armas e equipamento para melhorarmos os atributos de Nier.
  • Vários finais alternativos que aprofundam o mundo de Nier e apresentam vários pontos de vista sobre os acontecimentos importantes do jogo. A atenção aos pormenores revela-se na elaboração dos finais alternativos, com a equipa a conseguir dar-nos vários socos no estômago ao inverter os papéis e o protagonismo entre os heróis e os supostos vilões
  • A banda sonora, composta por Keiichi Okabe e Takafumi Nishimura, é um dos pontos fortes do jogo e um dos elementos mais importantes na trágica viagem de Nier. As composições complementam a melancolia geral da narrativa através do uso de sons acústicos, como o piano e a guitarra, e da voz de Emi Evans para inserir um lado humano, frágil e etéreo aos vários temas presentes. A cantora inglesa escreveu todas as letras das músicas numa língua futurista, demonstrando a atenção aos pormenores na produção de Nier

O Mau

Nier - MAU

  • Como um RPG de acção, Nier sofre por não conseguir adicionar nada a um género saturado. Os combates não são empolgantes, mas sim funcionais, e esperava-se muito mais da sua jogabilidade tendo em conta o nível de cuidado que a história apresenta
  • Nier é um jogo com uma direcção artística muito própria e única, no que toca a mundos abertos, com as personagens a demonstrarem não só criatividade como vitalidade num mundo perdido e deslocado do tempo. No entanto, é impossível não mencionar a falta de cuidado que o jogo apresenta a nível gráfico, com um motor de jogo datado a quebrar a expansividade dos cenários presentes no jogo. Devido aos seus problemas técnicos, o mundo de Nier apresenta-se mais vazio e sem grande detalhe nas poucas localidades possíveis de visitar.

O veredito

 

Nier é um dos melhores jogos da geração passada, ainda que longe de ser perfeito. É incomum encontrar numa produção deste nível, ainda mais num género como o RPG de acção, um cuidado tão grande na narrativa como Nier apresenta, mas é impossível desviar o olhar e perdoar a sua jogabilidade repetitiva e pouco marcante. Como um todo, Nier continua a ser absolutamente aconselhável e um excelente exemplo do quanto os produtores japoneses ainda estão cheio de criatividade e vontade de inovar. Nier é igualmente uma espécie em vias de extinção, um modelo de produção que desaparecerá com as próximas gerações – orçamentos reduzidos, mas uma grande aposta na criatividade – e que deixará um vazio nas consolas e nos jogadores.

 

Autor: Joao Canelo Pesquise todos os artigos por

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