Nihilumbra

Arts & Crafts

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Lançado originalmente em 2012 como um jogo para iOS, Nihilumbra foi bastante bem sucedido em termos críticos sendo considerado um dos jogos do ano para essa plataforma. Entretanto, outras versões foram feitas para Android, PC e agora, finalmente, Wii U. Foi feito por uma equipa de seis pessoas aqui bem perto de nós (nuestros hermanos) e, apesar de apenas ter jogado a versão Wii U, penso que provavelmente esta será a melhor encarnação do jogo.

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Pela minha experiência, os jogos da Wii U que mostram ênfase na utilização do gamepad ficam muitas vezes a perder a experiência da utilização do grande ecrã da televisão… senti isso na recente aventura de plasticina de Kirby e também em Mario Vs Donkey Kong. Ora, em Nihilumbra não tive tanto essa dificuldade. Controlamos o personagem da forma tradicional que estamos habituados e utilizamos os poderes de cor (já lá vamos) deslizando o dedo no gamepad para pintá-los no cenário. Esta dinâmica e o ritmo não muito frenético do jogo permitem que olhemos maioritariamente para a TV e, ocasionalmente para o comando.

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É um jogo de plataformas e puzzle ao género de Limbo ou Braid onde encarnamos um personagem sombrio que recolhe diferentes tipos de plantas ao longo dos níveis. Cada planta tem uma cor específica que a diferencia e que corresponde a novas mecânicas de jogo. Verde faz saltar mais alto, azul deslizar no gelo, castanho torna as paredes pegajosas e aderentes (não deveria ser o verde?), etc… Toda esta variedade leva a um jogo em que avançar depende mais de uma conjugação bem pensada das várias capacidades do que simplesmente correr e saltar. Por outro lado, os níveis têm um aspecto de desenho à mão bastante agradável, se bem que com terrenos algo inóspitos e bastante solitários (com excepção de alguns monstros).

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Na sua primeira versão (iOS) não tinha locução, apenas texto escrito mas, a partir da versão PC, ganhou um narrador que nos vai fazendo companhia ao longo de todo percurso. Isto, por vezes, torna-se um pouco artificial visto que, se quisermos ouvir toda a narração, teremos que nos mover mais lentamente do que o necessário pois  o narrador fala de forma bastante pausada, quando poética (mas se calhar até há um esforço exagerado para ser artístico não só esteticamente mas também conceptualmente).

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A ambiência musical é bastante boa e só peca pelo terrível efeito sonoro de magia de quando desenhamos com as cores no ecrã… é o som típico de estrelinhas mágicas usado em qualquer desenho animado de crianças e que, enquadrado no ambiente mais negro deste jogo, fica uma patetice.

É uma aventura que, como Journey ou Monument Valley, não traz um grande desafio em si mas o que nos faz avançar é mais a curiosidade do que acontecerá depois. Atenção que, apesar da comparação feita e do jogo não ser mau, não esperem também que seja tão bom como os dois que acabei de referir.

up
Veredicto
Um bom jogo que encontra na Wii U uma das suas melhores casas.
Plataforma
Wii U
Produtora
BeautiFun Games
Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

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