Octodad: Dadliest Catch

O dia-a-dia de um pai… polvo!

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Ser pai não é um bicho-de-sete-cabeças mas, por vezes, faz-nos sentir como criaturas igualmente estranhas. Octodad: Dadliest Catch reflecte, precisamente, esse tipo de sensação num jogo divertido que resulta duma mistura bem conseguida entre o estranho e o mundano. A aventura começa logo de uma forma muito pouco habitual para um jogo, no dia do casamento do protagonista. Quem já passou por isso, sabe que é um dia bastante invulgar em que não sabemos bem para onde nos virar… pois aqui encarnamos em alma, mas sobretudo em corpo, toda essa experiência! Somos um polvo de smoking a tentar manter a compostura em direcção ao altar, rezando para não derrubar nada pelo caminho e não fazer má figura.

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Temos que seguir uma série de pequenas tarefas a partir da ajuda de uma checklist e, basicamente, tentar ser normal. Ora, isso é bastante complicado, começando pela aparência de polvo amarelado (que parece que ninguém faz muito caso), mas, principalmente, por sermos um invertebrado a tentar manter-se levantado. Controlamos individualmente cada um dos seus 4 tentáculos (não deviam ser 8?) numa jogabilidade com uma abordagem muito na onda de Surgeon Simulation ou QWOP, em que todo o desafio surge, precisamente, onde qualquer outro jogo seria simples: aprender a mover-se!

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Os controlos são deliberadamente pouco funcionais à primeira vista e, num cenário em que todos os objectos têm propriedades físicas, ou seja, podem ser derrubados e arrastados, a situação rapidamente se torna bastante caótica com baldes, livros e candeeiros a insistirem em ficar colados às nossas ventosas. Com o tempo, acabamos por lhe apanhar o jeito, até porque a dificuldade mediana na jogabilidade não tem o objectivo de ser frustrante, mas sim veículo para situações de comédia física.

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É uma história de curta duração, que se desenrola durante alguns anos na vida de Octodad, que vive na pele, e ventosas, as dificuldades de ser marido e pai. Apesar de ser um jogo muito palerma, conta uma história diferente numa abordagem metafórica e cómica do que é ser um adulto desastrado (que me fez, certamente, recordar várias peripécias minhas). É simples e curto, mas, também, criativo e divertido. Além disso, fez-me pensar que a vida é feita de momentos: do casamento a um passeio num parque, de fazer o almoço ou ir às compras, tudo isto, situações simples, passíveis de se tornarem complicadas… se fores um polvo!

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Veredicto
Um jogo simples e divertido, que nos faz rir a pensar nas figuras triste que, por vezes, fazemos.
Plataforma
Wii U
Produtora
Young Horses, Inc.
Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

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