Octodad

8
Longevidade: 5/10
Jogabilidade: 8/10
Gráficos: 8/10
Som: 8/10

Conceito original e divertido

É algo curto e não oferece muito replay value

Antes do lançamento da Playstation 4, a Sony fez um evento de apresentação aos media da sua nova consola onde tive o prazer de estar presente. Nessa apresentação, no meio do design da consola e do seu comando, no meio dos gráficos incríveis de Killzone e Knack esteve um jogo que foi para mim um dos pontos altos, o hilariante Octodad. Este marcou pela diferença e pelos sorrisos que arrancava a todos os que passavam pela sua estação e pegavam no comando. Porquê? Muito simples, porque o caos sem sentido mas humorístico do jogo é contagiante e viciante.

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No jogo controlamos o Octodad, ou devo dizer só Octo? Um polvo desajeitado vestido com um fato que constrói uma família. No entanto, ninguém parece perceber que ele é um polvo embora a sua mulher ache que ele tem comportamentos estranhos. Como nasceram dois filhos desta relação está no segredo dos developers, e, sinceramente, acho que não quero saber o segredo. Apesar da narrativa ser simples o jogo tem uma história engraçada e no fundo acabamos por gostar imenso do nosso polvo. A única coisa que ele quer é ter uma família e ter uma vida normal e faz de tudo para o conseguir e fazer-se passar por uma pessoa normal. Apenas o chefe de cozinha não acredita nele e torna-se o nosso inimigo sempre a tentar apanhar-nos para nos cozinhar na sua gigante panela.

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O jogo baseia-se em fazer as tarefas normais de um homem de família como ir ao supermercado às compras ou grelhar hambúrgueres e servi-los. Mas como devem imaginar tudo isso são coisas que digamos… ligeiramente complicadas para um polvo. Grelhar hambúrgueres significa queimá-los e mandar o grelhador ao chão no processo. Ir às compras é o equivalente a ser um autêntico delinquente e deitar todas as prateleiras ao chão. Mas agora perguntam, mas não controlamos o personagem? A resposta é mais ou menos. Embora se controle o personagem os controlos são quase ao género do QWOP. A ideia do polvo ser desajeitado encaixa na perfeição neste estilo de controlos difíceis de masterizar. Ao longo da campanha vamos aprendendo a controlar melhor o nosso amigo polvo-humano mas as tarefas também vão ficando mais complexas.

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À primeira vista os controlos parecem alienígenas, que são maus e que não fazem sentido, mas quando percebemos que o objectivo do jogo é fazer-nos parecer estúpidos começam a fazer todo o sentido. Apesar de ser muito divertido é um jogo curto e embora existam alguns coleccionáveis não deixa de ser um jogo que sabe a pouco. Para além disso o jogo é pontualmente bastante fácil, mas é intercalado com picos de dificuldade que podem ser algo frustrantes. Os gráficos do jogo são simples mas o seu aspecto cartoonish faz com que isso não seja um problema. São elegantes e desempenham o bem a sua função. O mesmo acontece com a banda sonora, apenas gostava de ouvir ao mais caótico nos níveis onde é impossível não mandar tudo abaixo.

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No fim Octodad é uma experiência única, uma que não é para repetir muitas vezes mas que é certamente divertida. Embora curto tem também um preço reduzido e é daqueles jogos que vale a pena experimentar. Não por uns gráficos incríveis ou uma banda sonora orquestrada com 3000 músicos virtuosos, mas sim porque é uma ideia original e genuinamente divertida.

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Autor: Ivan Cordeiro Pesquise todos os artigos por

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