OlliOlli

Preparados para rolar dentro do mundo urbano?

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“Nunca hei-de conseguir cumprir a maior parte dos objectivos em OlliOlli. Isto é demasiado complexo para mim” foram os meus pensamentos depois de terminar à rasca o tutorial. Lá ia eu então arriscar-me numa missão impossível. Completei os primeiros 2 níveis sem grandes dificuldades… “Mas o que se passou aqui?” A verdade é que o tutorial lá tinha as suas razões para nos pedir um determinado esforço da nossa parte. A partir daí foi sempre a andar.

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OlliOlli é um jogo de skate que apesar de exigir a sua prática, apresenta um tipo de comando fácil de interiorizar. Com um botão saltamos e aterramos, com outro controlamos o nosso veículo e com outro o nosso corpo.

A simplicidade também se reflecte no seu visual minimalista dentro de um mundo industrial cheio de grafites. Enquanto percorremos o nível da esquerda para a direita é-nos pedido que façamos os mais variados truques. Saltando para cima de muros ou grades enquanto fazemos rotações e flips, recolhendo pontos extra pelo caminho, enfim, conseguir vários combos. É fácil entusiasmarmo-nos. Queremos sempre ver quantas voltas conseguimos fazer com o corpo, mas é esse entusiasmo que nos leva também a sofrer trambolhões. Muitos trambolhões serão dados nos 50 níveis.

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O que achei engraçado foi a presença do Daily Grind, uma espécie de leaderboard online mas com um twist. Todos os dias é-nos apresentado um novo nível, um novo desafio. Podemos treiná-lo as vezes que quisermos, mas assim que decidirmos fazer a coisa a valer, aí passa a ser ou tudo ou nada. Temos uma única oportunidade por dia.

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Este é um daqueles casos em que a banda sonora também ajuda muito a criar o ambiente necessário. A música electrónica encaixa na perfeição neste mundo urbano. E como eu adoro (boa) música electrónica… Tanto que dei por mim a baixar o volume do skate e a aumentar o volume da música para a poder apreciar ainda mais. O facto de não parar nem quando perdemos o nível, leva-nos a querer continuar a jogar só para a poder também continuar a ouvir.

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Enquanto em algumas plataformas vamos podendo contar já com a sequela, ao adquirirmos a versão Wii U deste primeiro jogo ficamos com a versão Nintendo 3DS também disponível e vice-versa, o que é excelente. Achei pena o facto da versão portátil não fazer uso do 3D, mas tendo em conta o estilo de jogo, também não acho que seja fundamental. Outra crítica que devo fazer é que apesar de passarmos a possuir ambas as versões, estas existem de forma independente, ou seja, o nosso progresso numa plataforma não é transportado para a outra. No entanto, acredito que este erro seja corrigido na sequela.

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É fácil recomendar OlliOlli. Os viciados neste campo vão adorar. Apesar dos gráficos minimalistas, este jogo é realista q.b.. Posso também apostar que mesmo quem não se sente muito à vontade neste mundo, depressa lhe vai ganhar o gosto de tão divertido que é.

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Veredicto
É daqueles raros jogos que consegue convidar novas pessoas a um certo género.
Plataforma
Wii U/3DS
Produtora
Curve Digital
Autor: Luis Teixeira Pesquise todos os artigos por

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