One Finger Death Punch

9
Longevidade: 10/10
Jogabilidade: 10/10
Gráficos: 7/10
Som: 10/10

Acção de proporções épicas a partir dum pressuposto simples | Óptima música também

O mapa poderia ser mais apelativo mas é algo mínimo num jogo espectacular

Conhecem a sigla “KISS – Keep it Simple Stupid?” Ora isso é algo que se aplica perfeitamente neste que já se tornou um dos meus jogos preferidos (de sempre). Os primeiros videojogos criados eram simples, usavam uma certa mecânica e levavam-na até ao fim, no que se torna a típica experiência arcade. Com a evolução deste meio é normal que tudo se tenha tornado mais complexo, desde as narrativas ao conjunto de habilidades que os personagens podem fazer e isto reflecte-se, por vezes, em sistemas de controlo algo difíceis de decorar (principalmente se for algo que jogam esporadicamente). É esse o problema que tenho com alguns jogos actuais: onde é que eu tinha ficado na história? Onde é para ir? Que botões carrego para fazer isto e aquilo? One Finger Death Punch resolve tudo isso com um único dedo, ou melhor dois. Este festival de pancadaria é exclusivamente jogado com o botão esquerdo e direito do rato sendo que cada um desencadeia um ataque devastador para o lado correspondente. A questão que se põe é: será que um jogo de luta pode ser satisfatório apenas com 2 botões? E sim, pode, ai se pode!

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O jogo é puramente bidimensional, o nosso personagem encontra-se no meio do ecrã e, do seu lado esquerdo e do direito, vão surgindo batalhões de inimigos que temos que derrotar. Não basta clicar ao calha, isso penalizar-nos-á na nossa pontuação e no decorrer dos combates, pois é preciso atacar apenas quando os inimigos estão na nossa área de alcance (representada por uma barra azul ou vermelha conforme o lado em que surgem). Isto faz com que a experiência de combate se torne muito rítmica, quase como um Guitar Hero ou Elite Beat Agents da porrada. Os golpes resultantes surgem de forma mais ou menos aleatória, de murros a pontapés, o nosso stickman lá se vai desenrascando da melhor e mais espectacular forma possível. E sim, leram bem, stickman! Isto é um jogo em que todas as personagens são os mais básicos bonecos aos pauzinhos em lutas que possivelmente terão sido inspiradas pelas já clássicas animações Flash de Animation vs Animator. Não pensem que, por esta razão, o jogo é visualmente pobre. É simples no design dos seus personagens mas o seu ritmo de animação e efeitos de luzes que dão realce aos golpes efectuados levam-nos a acreditar que fazemos parte de algo espectacular.

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A banda sonora é incrível: de tranquila a frenética acompanha na perfeição a acção. Existem níveis especiais em que temos acesso a sabres de luz e a música faz-nos sentir que estamos a batalhar nos momentos mais épicos da saga Star Wars. O jogo é composto por uma quantidade muito generosa de níveis que podem ser agrupados por tipos de desafios. Alguns exigem que se elimine todos os inimigos no ecrã antes de acabar o tempo determinado, outros que se sobreviva até matar todos os oponentes, ou ainda que tenhamos que nos defender de todas as facas que nos lançam, lutar com sabres de luz, nunchakus, etc. Apesar da jogabilidade ser idêntica entre todos eles as pequenas variações ajudam a que o jogo não se torne monótono… que se calhar não se tornaria de qualquer forma pois é daqueles casos que vicia mesmo muito. Já o comecei a jogar há alguns meses e continua a apetecer-me jogá-lo quando tenho uns minutinhos de descontracção…que acabam por transformar-se em bastantes minutos de vício!

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Falta ainda falar dos diferentes tipos de inimigos, sendo que uns simplesmente morrem com um golpe mas outros precisam de dois golpes para esquerda e um para a direita. Outros desviam-se e outros atacam-nos com armas que podemos recolher e utilizar contra os seguintes. Não pensem que estou a exagerar quando digo que este é o jogo de luta mais satisfatório que alguma vez joguei. E se satisfatório pode parecer um termo esquisito é porque não encontrei outro, mas cada batalha feita é um verdadeiro deleite… e quanto mais rápido e difícil fica ainda melhor!

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Podia continuar a falar de One Finger Death Punch mas acho que já está na hora de fazerem um intervalo e ir imediatamente jogá-lo (e eu também).

Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

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