Os Marretas – Aventuras no Cinema

Aventuras com e para toda a família!!!

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Alegre-se a pequenada, alegrem-se os mais graúdos, alegrem-se aqueles que gostam do universo dos Marretas e aqueles que nunca o experimentaram anteriormente numa consola portátil. A PS Vita lança o seu mais recente título, que além de ser um jogo que pisca o olho de forma clara aos mais novos, não deixa de lado a possibilidade dos mais graúdos também se divertirem, sendo que a melhor solução será mesmo jogarem-no em família. Com a mais ou menos recente estreia do segundo filme dos Marretas no cinema, não é mal pensado que seja igualmente disponibilizado um jogo com estas personagens, que se passa, imagine-se no cinema. Haverá melhor combinação? Nem por isso. É um jogo porreiro? Sem dúvida! É perfeito? Humm… desconfio!!! Não porque seja um título mais direccionado para a criançada, mas sim porque depois de algum tempo de dedicação, verifica-se que nem tudo funciona.

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Mas o prenúncio é bom e o primeiro contacto com Os Marretas – Aventuras no Cinema é ainda melhor, até porque há que reconhecer que é sempre agradável voltar ao universo destas personagens tão carismáticas. Numa família tão vasta é compreensível que apenas seja possível jogar com quatro elementos, sendo que com o líder da matilha, Sapo Cocas, a experiência é a duplicar. Se serão os mais importantes, é capaz de ser uma questão difícil de definir já que é subjectiva, mas e pelo menos para mim a selecção dos escolhidos foi acertada.

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Para tal temos cinco filmes, que servem como cenários, todos eles bastante variados e distintos e cada um deles com características muito peculiares. Esta aposta é na minha perspectiva o ponto mais forte do jogo, já que lhe confere jogabilidades muito diferentes entre si e até não muito habituais no mundo dos platformers. O primeiro filme, com a temática dos Piratas tem como protagonista o Sapo Cocas; o segundo, numa temática de feiticeiros e cavaleiros – perdão cavaleira – temos Miss Piggy; o terceiro, com Animal como personagem principal, passa-se, como não poderia deixar de ser, num comboio que cruza as planícies típicas dos westerns; o quarto, que tem como tema de fundo o universo dos vampiros, e no qual o nosso protagonista é O Grande Gonzo; e por fim o quinto episódio, com um cenário futurista algo sci-fi com Sapo Cocas novamente na frente dos acontecimentos.

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Além dos cinco filmes que teremos que completar, temos igualmente que coleccionar uma série de itens para os completarmos a 100%. Pelo meio de cada um dos cenários existem então 50 estrelas, 5 bobines de cinema, 1 bilhete dourado, partituras de composições para completar e puzzles para resolver. Pelo meio e para nos complicar a vida, temos inimigos e outros obstáculos, que transformam Os Marretas – Aventuras no Cinema num jogo divertido e pleno de entretenimento. O que não me agradou muito, e tal se calhar advém por ser já grandinho e não gostar muito que me obriguem a repetir seja o que for, mesmo que isso aumente significativamente a longevidade deste título, é a necessidade de termos que refazer os cenários, visto que há estrelas e bilhetes dourados que não estão acessíveis na primeira passagem. Por outro lado, basta chegarmos ao fim do filme, para que o próximo desbloqueie, algo que já me agradou mais.

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Para ajudar à diversão há uma tradução para português muito bem conseguida que resulta em comentários bem pensados quando morremos, e perfeitamente contextualizados no panorama cinematográfico como o tão habitual “corta”. As animações dos protagonistas apesar de algo limitadas nos movimentos, não vão desiludir, já que em contraponto o jogo tem uma fluidez louvável. Pena que os loadings sejam totalmente o oposto e que demorem eternidades, tal como acontece com a abertura inicial deste título que ainda para mais decorre com o ecrã totalmente a preto. A certa altura cheguei mesmo a pensar que os Marretas tinham dado cabo da minha Vita.

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Outro problema, que em variadíssimas vezes me deu uma vontade tremenda de pegar numa marreta, são os controlos. Para uma jogabilidade tão fluida não se justifica que estes sejam tão limitados, mas acima de tudo tão conflituosos. Nunca se percebe bem qual a distância que efectivamente se consegue saltar, umas vezes corre bem, outra caímos no vazio, e às tantas começamos a perceber que isto é algo para o frustrante. E aqui bem… pode ser novamente o adulto em mim a falar mais alto, mas não sei até que ponto uma criança, a quem isto aconteça com uma certa frequência e sem a devida supervisão dos pais, não pegue na consola e mande contra a parede. Eu pelo menos tive essa vontade, mas lá está o adulto em mim (e o vazio da minha carteira) acabaram por falar mais alto.

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Contudo, há também uma boa utilização de alguns recursos desta consola, que talvez só peque por não ser mais utilizada. É recorrente o recurso ao touch screen, seja para activar alavancas, detonar barris de TNT ou até para fazer girar roldanas. É também normal, em certas partes do jogo, termos dois caminhos – um em primeiro plano e outro em segundo – para o qual um maior detalhe ou até um efeito 3D mais aprofundado seriam aconselháveis. O jogo é 2D, mas por vezes tenta simular o referido efeito 3D, o que se traduz por frequentemente não ser muito perceptível por onde devemos seguir, se bem que felizmente aparece sempre a indicação do botão “circulo”, quando temos que mudar de caminho.

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Ainda assim e para um platformer/ side scroller mais direccionado para a pequenada, Os Marretas – Aventuras no Cinema está perfeitamente à altura das exigências e oferece uma experiência agradável e divertida (à excepção dos possíveis vipes de violência). À parte destes pequenos percalços a ingressão dos Marretas na consola portátil da Vita é um sucesso, que ainda me fez rir várias vezes (seguramente mais vezes do que aquelas que me apeteceu mandar a dita contra a parede). Os Marretas – Aventuras no Cinema está disponível a partir de hoje, com o pvp de 24€. Apesar de não ser perfeito é um excelente regresso ao universo dos Marretas, que além de ser uma excelente forma de entretenimento, é também um óptimo título para toda a família. E às vezes só isso é suficiente.

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 Veredicto                                                        
“Um excelente regresso ao universo dos Marretas, num platformer bem conseguido e que utiliza com sucesso os recursos e a portabilidade da Vita.”
 Plataforma        
 PS Vita
 Produtora         
 SCEE
Autor: Andre Santos Pesquise todos os artigos por

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