Osmos HD

8
Longevidade: 7/10
Jogabilidade: 7/10
Gráficos: 7/10
Som: 9/10

banda-sonora imersiva

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Após já ter sido lançado para outras plataformas, Osmos acaba também por ficar disponível para utilizadores Android em 2012. Este jogo mete-nos na pele de uma espécie de organismo unicelular e mostra-nos as dificuldades que este tem de passar para se conseguir impor no seu mundo. O objectivo é tornar o nosso ser no maior do nível, para isso temos que absorver os outros, começando com os mais pequenos que nós, o que nos permite crescer, e assim adiante até sermos o ser superior. Se o objectivo parece simples, atingi-lo é uma verdadeira tarefa árdua.

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Osmos é um jogo que recompensa a paciência do jogador. Movimentos bruscos ou desnecessários irão, muito provavelmente, resultar na perda do nível. Controlar a célula não é de todo difícil, um toque do lado direito permite-a deslocar-se no sentido oposto. A parte da paciência entra aqui. Ao deslocar-se a célula tem que libertar um pouco da matéria do corpo, o que provoca a redução da sua massa corporal. É então aconselhável fazer o menor número de movimentos possíveis e aproveitar o balanço do movimento da célula para chegar ao local desejado. Para não se tornar tão tedioso, o jogador tem o poder de controlar a velocidade do jogo, mas mais uma vez, ao acelerar demasiado pode perder-se o controlo dos eventos e acabar por entrar em colisão com os seres maiores, acabando por ser absorvido.

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O jogo usa um sistema de cores para mostrar os organismos que se podem absorver e os que temos de evitar. Os azuis, mais pequenos, são os que podem ser absorvidos, por sua vez os vermelhos têm de ser evitados até se conseguir aumentar o tamanho. Esta simplicidade torna fácil não notar a beleza destes seres, pelo menos numa fase inicial. Com o tempo fica mais evidente que há mais nos gráficos do que a impressão inicial mostra.

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O ponto forte do jogo é a banda-sonora. O som melódico e calmo ajuda a entrar na imersão e combina de uma forma excelente com a velocidade do jogo em si. Quase dá vontade de parar completamente o jogo e ficar simplesmente a ouvir a música de tão envolvente que se torna. Felizmente, o gameplay é lento o suficiente para nos permitir apreciar o som sem ter de o fazer. Para quem ainda não conhece Osmos, a música é, já por si só, um motivo suficiente para se perder o tempo que leva a experimentá-lo.

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Há três modos de jogo, Odissey, Arcade e Multiplayer. O primeiro é uma espécie de campanha que serve para nos apresentar os diferentes puzzles, sempre com o objectivo de absorvermos as outras células para crescermos. A dificuldade acresce gradualmente e o jogo vai apresentando outros tipos de seres mais inteligentes, o que nos obriga a tecer novas estratégias para prosseguir. Acabar os níveis aqui permite-nos desbloqueá-los no modo Arcade. Neste segundo modo podemos escolher entre estes e jogá-los outra vez. O aspecto positivo é que cada vez que entramos num nível este é gerado aleatoriamente, o que obriga a experimentar outras estratégias para subir na cadeia alimentar. O jogo apresenta alguma variedade de puzzles nos níveis, contudo, são todos muito semelhantes, o que pode tornar-se algo repetitivo com o tempo. Por sua vez, o modo Multiplayer traz uma vivacidade nova ao jogo, isto quando se encontra alguém para jogar, o que nem sempre é o caso. Apesar de ter tipos de puzzles iguais aos dos outros dois modos, o conceito de competitividade que acrescenta acaba por ser a melhor forma de esquecer a semelhança entre os níveis neste jogo.

Para aqueles que procuram um bom desafio e que não se importam de uma dinâmica mais lenta, então Osmos é certamente um jogo a ter em conta e que pode surpreender mais que um.

Autor: Rafael Tabosa Pesquise todos os artigos por

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