Pikmin

9
Longevidade: 6/10
Jogabilidade: 9/10
Gráficos: 10/10
Som: 8/10

Viciante | Sentido de liberdade único | Estratégia como nunca se viu

Longevidade curta

Em 2001, a Nintendo presenteava-nos com uma nova franchise com destino à recentemente lançada Gamecube, um título com um nome que soava estranho mas desde logo criou um culto de fãs pela beleza dos mapas, das criaturas e da forma estranhamente viciante como o jogo se desenvolve. Pikmin foi lançado nesse ano no Japão, chegou à Europa em 2002 e ainda recebeu um port para a Wii com controlos adaptados ao wiimote.

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A história do jogo é simples: Capitão Olimar, a personagem que controlamos, sofreu um acidente num planeta desconhecido, e várias peças da sua nave espalharam-se em diversas áreas que vamos ter oportunidade mais tarde de visitar e tentar resgatar. No início desta aventura Olimar acorda perto da nave semi-destruída, que não lhe permite continuar a sua viagem sem que primeiro resgate as peças fundamentais. É nesse mesmo momento que conhecemos também umas pequenas criaturas, que primeiro aparecem enterradas na terra em forma de folha, mas que podemos puxar para fora tornando-se nos nossos fiéis companheiros: os pikmins. O jogo tem uma característica que o torna escasso em termos de longevidade e é um ponto menos bom, mas não é por isso que se torna num jogo mau. Olimar tem apenas 30 dias para recuperar a sua nave, e cada dia tem um tempo limitado em cerca de 15 minutos (tempo real) o que torna Pikmin numa experiência algo estranha e ao mesmo tempo numa correria para aproveitarmos da melhor maneira o tempo que temos disponível. Com o cair da noite, é essencial fazer os pikmins voltarem à sua casa antes do tempo de jogo terminar porque, reza a história, com a noite aparecem grandes monstros, e uma distracção pode fazer com que no dia seguinte não tenhamos pikmins para continuarmos tranquilamente a nossa demanda.

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Falando dos nossos fiéis ajudantes, durante o jogo vamos encontrar três tipos de Pikmins. Cada espécie tem a sua cor para se diferenciarem facilmente, e cada um tem uma habilidade especial que nos vai permitir resolver certos puzzles que o jogo nos apresenta. Há uma espécie que é imune ao fogo, outra que pode carregar bombas e saltar mais alto e ainda outra que pode passar na água sem se afogar, as suas cores – azul, amarelo e vermelho – facilitam na distinção. No início conhecemos apenas os pikmins vermelhos, e fazemos tarefas simples. Aprendemos que podemos mandar os pikmins apanhar uma espécie de nutriente que nasce nas plantas, que de pronto eles carregam para o seu refúgio, e isso vai fazer com que nasçam mais destes seres. Mandar os Pikmins atacar inimigos, não só nos abre novos caminhos como também tem o mesmo efeito que os nutrientes, depois de mortos eles encarregam-se de os levar igualmente para a sua pequena nave para reproduzir outros novos ajudantes. Cada inimigo ou nutriente precisa de um certo número de pikmins para ser transportado, tanto aparecem pequenos bichos onde podem usar 3 pikmins, como têm uns grandalhões onde precisarão de 20 ou 30. As pequenas criaturas também apresentam três fases de evolução, que se nota na folha que têm por cima da cabeça, fazê-los passar por um certo material, vai torná-los mais fortes e mais rápidos. Esta evolução não se nota num grupo que tenham sobre controlo mas individualmente em certos pikmins, pelo que têm que saber proteger também os vossos melhores ajudantes. O jogo complica-se quando têm ao dispor as três espécies, apesar, de nos dar desafiantes puzzles. É preciso ter cuidado para não passar rios com os pikmins vermelhos ou passar chamas com os Pikmins azuis, mas ainda assim vai ser necessário trabalhar bem com a habilidade de cada um.

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Além da história principal, com o decorrer do jogo vão acabar por desbloquear o Challenge Mode, que vos permite voltar a uma das cinco áreas de jogo para uma experiência mais frenética. Vão ter mais e maiores inimigos em cada área e o objectivo é apenas tentarem criar o maior número de Pikmins antes do final do dia. Apesar deste título se poder acabar em pouco mais de 10 horas, Pikmin oferece um mundo fantástico, bem desenhado, com texturas de encher o olho, num misto de aventura, acção e puzzle. É facilmente reconhecível o toque da Nintendo pelo design memorável de Olimar e dos seus Pikmins e é um dos melhores títulos que a Gamecube pode oferecer.

Autor: Victor Moreira Pesquise todos os artigos por

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