Rayman Origins

10
Longevidade : 10/10
Jogabilidade : 10/10
Gráficos : 10/10
Som : 10/10

O estilo gráfico alucinante e a jogabilidade forte

Hoje em dia os jogos de plataformas 2D ganham cada vez mais qualidade estética e criatividade e o brilhante Rayman Origins é uma prova irrefutável desta afirmação. Pensado inicialmente como um jogo episódico para PSN e Xbox Live este projecto da UbiArt Framework ganhou envergadura e foi lançado em suporte físico para as 3 consolas desta geração.

O interesse pelo jogo começou a surgir na apresentação do mesmo na E3 de 2010. Surgiu da criação de um novo estúdio dentro da Ubisoft focalizado essencialmente na flexibilização e liberdade criativa de uma equipa de artistas em criar rapidamente segmentos animados que poderiam ser utilizados como elementos de jogabilidade. Surge assim esta aventura com belíssimos gráficos desenhados à mão e transbordante de loucura e criatividade.

À primeira vista poder-se-á dizer que este é um “clone”do New Super Mario Bros Wii pois sem dúvida existem muitos pontos em comum na sua jogabilidade, como a possibilidade de jogar simultaneamente com 4 amigos e a quantidade de Items especialmente difíceis de apanhar, a não ser com trabalho em equipa. Tal como em Mario, apesar da possibilidade dos 4 jogadores ao mesmo tempo ser uma boa diversão, o modo perfeito para completar o jogo será um duo dinâmico. De qualquer forma, mesmo se for jogado solitariamente, Rayman Origins é um jogo fantástico e perfeitamente possível de finalizar mas muito dificilmente se conseguirão apanhar todas as moedas escondidas.

Este jogo caracteriza-se por ser um puro 2D platformer em que reflexos rápidos e memorização são capacidades essenciais para progredir, pois torna-se rapidamente bastante “duro de roer”. Ao longo do percurso libertamos umas fadas sexy (Mario, rói-te de inveja) que nos vão oferecendo novos poderes como a capacidade de flutuar, nadar em profundidade ou caminhar nas paredes. Isto permite alcançar locais anteriormente inacessíveis, revisitando níveis anteriores de uma forma diferente.

Os mundos disponíveis baseiam-se no que é tradicional neste tipo de jogos, níveis de gelo, jogo, selva, etc… apesar disso todos eles têm um twist de loucura e criatividade e, apesar do ritmo de jogo ser bastante intenso, apetece por vezes ficar simplesmente parado a contemplar as imagens. Até o ecrã de loading interactivo é bom e faz com que não custe nada esperar uns segundinhos.

No final de cada mundo temos uma secção de shooter em que, montados num mosquito gigante, disparamos contra tudo que nos aparece. Este modo é tão divertido como o resto do jogo e é uma boa inclusão que introduz alguma variedade à jogabilidade.

A narrativa é bastante simples. Basicamente é uma “volta ao mundo” para libertar criaturazinhas aprisionadas e restabelecer a ordem (ou desordem), bastante similar ao que acontecia no Sonic original. O personagem principal é Rayman mas poderemos utilizar alternativamente outros personagens secundários com as mesmas habilidades dele e geralmente até mais divertidos. Mais uma vez a Ubisoft mostra que os jogos de Rayman servem mais de mote para introduzir uma panóplia louca de personagens do que para puxar pelos louros desta mascote.

E, para finalizar, a “pergunta de 1 milhão de dólares”: será este jogo melhor do que New Super Mario Bros Wii? Seremos politicamente correctos, não existe uma resposta definitiva. São 2 óptimos jogos, igualmente incríveis em termos de jogabilidade. O que os distingue principalmente é o seu estilo gráfico. Mario é igual a si próprio, bom mas tradicional. Rayman é uma loucura visual que os deixará embasbacados e simultaneamente com um sorriso nos lábios. Para os saudosistas dos jogos de plataformas loucos como Earthworm Jim, aqui está algo novo e indispensável.

Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

Deixe aqui o seu comentário