Revenge of the Titans

8
Longevidade : 8/10
Jogabilidade : 9/10
Gráficos : 8/10
Som : 7/10

Os fãs de jogos indie estão certamente familiarizados com o Humble Indie Bundle, que nos trouxe um conceito onde escolhemos nós o preço a pagar por um dado pacote de videojogos indie podendo inclusive decidir que percentagem do preço por nós estabelecido irá para os produtores dos videojogos, efeitos de caridade, etc.

Na sequência deste projecto têm sido divulgados jogos indie de excelente qualidade que, primando pela sua simplicidade e conceitos inovadores, conseguem cativar e até mesmo afastar (nem que apenas temporariamente) público dos jogos mainstream.

Um destes jogos é Revenge of the Titans que, embora não apresente um conceito totalmente inovador, consegue pegar num género, Tower Defense que, apesar de bastante popular, se tem vindo a desgastar com o tempo, principalmente devido aos jogos serem todos bastante similares entre si.

Existem três características que tornam este título completamente diferente de todos os Tower Defenses  que já joguei (e acreditem que não foram poucos). Em primeiro lugar, este possui um modo campanha onde os recursos recolhidos e os upgrades pesquisados subsistem entre níveis, o que obriga o estratega que existe em cada um de nós a encolher de medo face às decisões e sacrifícios que teremos que fazer em cada nível. Um aparente passeio no parque durante a primeira parte da campanha – deixando no ar uma ideia de que o jogo padece de desafios – rapidamente se torna num colapso total da nossa estratégia. De imediato verificamos que o facilitismo de que usufruímos nos primeiros níveis se tornou numa factura que não podemos pagar nos níveis mais avançados, obrigando-nos a repeti-los de forma a racionar e usar os recursos de forma inteligente.

A segunda característica que me surpreendeu pela positiva foi o facto dos titans não se movimentarem em linhas estáticas e pré-determinadas como acontece na maioria dos jogos deste género, mas de apresentarem um comportamento deveras hostil caso a sua linha de visão se cruze com alguma das nossas defesas – e em poucos segundos levamos as mãos à cabeça a vê-los desviarem-se minimamente do caminho esperado e levarem com eles as nossas belas torres que tipicamente são incólumes.

A última deve-se ao facto deste Tower Defense também conter alguns aspectos de RTS, obrigando a nossa atenção constante na recolha de recursos, reabastecimento de munições, etc.

Outro aspecto que também me agradou no jogo foi o factor random deste, visto que ao repetirmos cenários podemos ter uma experiência de jogo bastante distinta devido às diferenças de powerups obtidos.

Para terminar, em associação a esta jogabilidade viciante, podemos também contar com um design bastante interessante e apelativo, um fantástico retro chic que tira o máximo proveito do esquema de cores com tons vermelho-verde. Sem dúvida um jogo a não perder pelos fãs do género.

Autor: Jorge Fernandes Pesquise todos os artigos por

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