Shadow Puppeteer

O ambiente meus amigos… O ambiente!

11_capa_shadow puppeteer

Quem me conhece sabe que para mim o ambiente é tudo. O que quero dizer com isto? O ambiente à minha volta vai influenciar o meu estado de espírito e, portanto, também a qualidade da experiência que estou a ter no preciso momento. Tanto a decoração como a iluminação têm de ir ao encontro daquilo que estou a fazer, ajudando-me a concentrar melhor. Até para escrever este texto, tenho de me colocar no ambiente certo. Quem lê as minhas análises sabe, também, que deixo sempre um parágrafo guardado para referir o tipo de ambiente que o jogo apresenta. Este tipo de preocupações já faz parte de mim, pelo que, ao longo do tempo, comecei a sentir uma grande facilidade em tornar o ambiente o mais agradável possível.

01_imagens_shadow puppeteer

Mal ouvi falar de Shadow Puppeteer, no qual a principal função é criar e manipular sombras para seguir em frente, soube que era um jogo que tinha de jogar.

02_imagens_shadow puppeteer

Antes de mais, é necessário dizer que este é um jogo co-op. Sim, é possível jogar sozinho e comandar ambos os personagens ao mesmo tempo (os botões e analógico de cada lado do comando destinam-se a cada um dos personagens), mas para além de não ser nada intuitivo, não foi para isso que foi feito. Se tivermos em conta todo o tipo de publicidade ao jogo, é sempre defendido como uma experiência para dois jogadores. Assim sendo, posso já adiantar-vos que nem vale a pena ponderar comprá-lo, a não ser que queiram jogá-lo durante cinco minutos e arrumá-lo para o lado.

03_imagens_shadow puppeteer

Enquanto um jogador controla o personagem principal, o outro controla a sua sombra. Ambos ficaram separados, graças ao vilão que dá nome ao jogo, e agora resta-lhes remediar o assunto. É precisamente isso que o torna especial. Apesar de estarem ambos a lutar pelo mesmo, é como se cada um estivesse a jogar jogos totalmente diferentes neste mundo, que podia muito bem ter sido criado por Tim Burton. Quem controla o miúdo, movimenta-se como se estivesse num jogo de plataformas 3D, e quem controla a sombra passa a jogar um título de plataformas 2D, por estar, obviamente, colado à parede. Isto vai também aumentar a longevidade da experiência, bastando, apenas, trocar de personagens depois de completado pela primeira vez.

04_imagens_shadow puppeteer

Não é apenas nos movimentos que se distinguem, pois ambos têm funções diferentes. Cabe ao miúdo criar e remover sombras, de forma a poder avançar a sua. Por exemplo, ao mover a caixa que se encontra no chão de um lado para o outro, a sombra dessa vai ajudar a sombra do miúdo a subir de uma plataforma para outra. E quando este se encontra preso, porque a sombra do fumo de uma chaminé o obstrui? Lá vai o miúdo colocar-se em cima da sua companheira, para a tapar por um instante. Outro exemplo, é quando temos de manipular a luz e não o objecto em si. Ao aproximarmos ou distanciarmos uma lanterna de algo, vai aumentar ou diminuir a sua sombra. Estes jogos de luzes e sombras são os que mais satisfação me dão, pelo puzzle em si e pelo ambiente que cria.

05_imagens_shadow puppeteer

Não são apenas os objectos que vão influenciar as suas sombras. Se o jogador que estiver a fazer de sombra pegar na de um objecto, este também automaticamente se levanta no mundo 3D. Outra situação, é quando uma caixa se encontra presa por uma corda e o jogador que faz de sombra tem de cortar a sombra da corda da caixa para que o miúdo consiga avançar.

06_imagens_shadow puppeteer

Cada um dos jogadores depende do outro. Sempre. E é um facto que houve uma grande preocupação em manter os puzzles interessantes ao longo da experiência. Alguns podem ser bastante simples, outros, nem por isso, mas quase todo o jogo vive disso, já que à excepção de alguns final bosses, não temos de nos preocupar com quaisquer inimigos.

07_imagens_shadow puppeteer

E ainda bem, porque de outra forma não teria sido possível chegar ao fim. Aliás, teria sido um verdadeiro pesadelo! Não sei se aconteceu apenas com a minha cópia, mas o jogo estava cheio de bugs. E não, não falo de estranhos objectos a aparecerem onde não devem. Visualmente estava tudo perfeito, mas nunca presenciei um título com tantos problemas de framerate como este. Muitas das nossas mortes, como o não conseguir acertar na plataforma à frente, se deveram a esses problemas. Eram uma constante, ao ponto de já termos de nos habituar a tal. Houve, inclusive, uma parte em que a própria consola empancou, tendo-me obrigado a fazer reset à mesma. Duas vezes(!) porque fui lá outra vez ao mesmo sítio para me certificar. Entristece-me e gostava mesmo de acreditar que foi só com a minha cópia, já que, de resto, é um jogo que aconselho a toda a gente (que tenha um amigo jogador). Tais bugs fizeram com que experimentasse outros jogos para confirmar se não seria um problema da consola. Porém, tudo funcionava sem problemas. Pelos vídeos que vi na internet, mais ninguém teve esse problema, mas isso pode ser porque estavam a jogar uma versão diferente (PC).

08_imagens_shadow puppeteer

Tirando esse “pequeno pormenor”, já há muito que não encontrava um jogo tão original. Um jogo que pede para controlar o ambiente à sua volta. Um jogo em que basta trocar de comando para passar a ter uma experiência totalmente diferente – parecendo até estar a jogar um de nome diferente – mas sentir que se continua a estar a lutar pelo mesmo objectivo.

up
Veredicto
Manipular luzes e sombras é o grande foco nesta aventura co-op que, apesar de simples, é muito interessante.
Plataforma
Wii U
Produtora
Snow Cannon Games
Autor: Luis Teixeira Pesquise todos os artigos por

Deixe aqui o seu comentário