Shining the Holy Ark

8
Longevidade : 8/10
Jogabilidade : 8/10
Gráficos : 8/10
Som : 8/10

Labirintos desafiantes e interessantes | Banda sonora agradável | Combates excitantes

Música de batalha irritante | Preço de aquisição muito elevado

Shining the Holy Ark (SHA) foi dos últimos jogos criados pelo estúdio Sonic! Software Planning quando ainda pertencia à Sega. Agora, sob o nome Camelot Software, este tornou-se famoso pela saga Golden Sun e é interessante ver em como alguns dos toques pessoais presentes na saga Golden Sun já se encontram em SHA.

Visão geral do jogo

Ao começar o jogo controlamos Arthur, um espadachim mercenário e protagonista silencioso. Juntamente com os seus amigos entraremos numa missão pessoal para resgatar um amigo que foi possuído por um espírito malévolo, no nosso caminho encontraremos aliados, mas também mercenários concorrentes, guardas e o mais variado estilo de monstros.

Jogabilidade

O Jogo é inteiramente controlado na primeira pessoa, quer estejamos numa cidade pacífica ou a explorar uma caverna habitada por monstros, estaremos sempre a assistir a tudo pela perspectiva de Arthur. No entanto não pensem que os controlos são fluídos, muito pelo contrário: todos os movimentos fora de combate funcionam por grelha, ou seja, ao carregarmos numa seta para a frente, damos um número pré-determinado de passos; se premirmos uma das setas laterais a nossa direcção muda num ângulo de 90º.

Já o combate, este é feito por turnos e com random encounters como se fosse um Final Fantasy, Dragon Quest, ou muitos outros JRPG que muitos de nós conhecemos e adoramos. No entanto, tenho a dizer que a dificuldade de jogo é algo inconsistente; se as masmorras em si são muito fáceis de navegar (graças a um mapa que é actualizado com cada passo que tomamos) já os bosses são extremamente difíceis.

Já a história do jogo, esta, apesar de ser mais elaborada e melhor apresentada do que jogos anteriores do mesmo estúdio (Shining Force, Shining in the Darkness), deixa algo a desejar quando comparada com outros RPG da mesma época, especialmente os Final Fantasy. Por outro lado, SHA é mais semelhante a um Dungeon Crawler em termos de estrutura do que propriamente um JRPG típico, por isso podemos conceder-lhe algum perdão

Gráficos

Graficamente o jogo é algo único. As paredes, tectos, e muitos dos objectos são bastante rudimentares, apenas quadrados gigantes com algumas texturas pixelizadas. Já as árvores e outros itens semelhantes são imagens 2D estáticas, mas, sem dúvida alguma, o melhor aspecto gráfico do jogo são as personagens e os monstros, todos eles pré-renderizados e aparentemente em 2D. Isto dá-lhe um aspecto visual verdadeiramente belíssimo, é só uma pena que, quando a câmara se aproxima muito destes, os gráficos tornam-se demasiado pixelizados. Pior ainda: em algumas partes do jogo a framerate não é constante. Finalmente, os efeitos de transparência, tal como em quase todos os jogos para a Saturn, deixam algo a desejar mas, apesar de tudo, graficamente é um jogo muito atraente.

Som

Sem dúvida alguma a banda sonora do jogo é um dos pontos fortes de SHO. Todas as músicas conseguem transmitir uma sensação diferente e que condiz muito com cada masmorra ou labirinto; estranhamente, a única música de que não gostei foi a das batalhas, que é também a que mais vamos ouvir.

Longevidade

Preparem-se para pelo menos 20 ou até 30 horas de jogo. Teremos imensos labirintos, equipamento para comprar, cidades para visitar, monstros para matar… este jogo exigirá muito tempo da vossa parte, mas certamente compensará.

Em Resumo

Shining the Holy Ark não é perfeito, mas é um excelente Dungeon Crawler para a vossa Saturn. Existem alguns pontos menores que precisam de ser melhorados mas, pessoalmente, diria que o grande ponto fraco do jogo é o seu preço: devido à raridade do mesmo, se o quiserem completo com caixa e manual, não esperem pagar menos de 40€.

Autor: Goncalo Tordo Pesquise todos os artigos por

Deixe aqui o seu comentário