Silent Hill

8
Longevidade : 8/10
Jogabilidade : 8/10
Gráficos : 8/10
Som : 10/10

Review 4×4

Review Principal

Imagina-te numa pacata viagem de carro com a tua filha quando, de repente, alguém aparece no meio da estrada, tentas evitar o atropelamento mas despistas-te e desmaias. Quando acordas a tua filha desapareceu à entrada duma cidadezinha chamada Silent Hill.

É assim que começa esta aventura de horror em que tomamos o papel do pai da criança, Harry Mason, numa busca desesperada pela sua filha desaparecida. Desde logo percebe-se que estamos a vivenciar uma experiência de terror muito mais psicológico do que na saga dos jogos Resident Evil, mais vocacionados para o “Terror Série B”, com diálogos cheesy e próximos a filmes de acção em que militares bem treinados defrontam hordas de zombies. Em Silent Hill também existem demónios e monstros que temos que enfrentar… ou muitas vezes evitar pois, apesar de encontrar algumas armas de fogo pelo caminho, Harry Mason não é propriamente um atirador profissional e muitos dos disparos não encontram os seus alvos. Por outro lado, é um homem desenrascado que usa objectos comuns, como canos, para se defender.

Pela primeira vez num jogo tive que parar de jogar quando senti que já estava a anoitecer…tive medo! Ao contrário de Resident Evil que nos presenteava com um ou outro susto ocasional mas no geral era simplesmente uma recriação de um filme rasca de zombies, Silent Hill conseguiu criar um ambiente de tensão quase incomodativo. Apesar de termos acesso “livre” a uma cidade, existe um grande sentimento de claustrofobia naquele nevoeiro que quase parece vivo. E os monstros e demónios? Normalmente não aparecem com um típico susto repentino. O jogo põe-nos de sobreaviso em relação à sua chegada através do aumento de ruído no rádio de Harry. Esse tipo de alerta poderá parecer uma vantagem mas contribui apenas para criar mais tensão no jogador que tentará esquivar-se de um inimigo que se aproxima através do nevoeiro.

Como se o jogo já não fosse suficientemente assustador, em certas alturas a cidade transforma-se numa versão mais demoníaca de si própria, em que as paredes tornam-se enferrujadas e cheias de sangue, com crianças demónio frequentadoras duma escola primária e enfermeiras zombie num hospital que trará mais perdição do que cura. O som é muito bom, em pleno equilíbrio com os gráficos define um ambiente perturbador, cheio de ruído.

A jogabilidade é semelhante à dos outros jogos deste género mas com um foco menor na acção e maior na exploração, narrativa e resolução de puzzles simples. Numa primeira fase o jogo tem um ritmo bastante lento podendo até tornar-se aborrecido mas isso serve principalmente para estabelecer um ambiente que se torna cada vez mais tenso e desesperante.

A narrativa difícil de seguir e compreender completamente, um pouco ao estilo de um filme de David Linch, apresentava múltiplos finais que nem por isso tornam a história mais esclarecedora. Nenhum dos finais é sublime, mas é interessante a existência de um final humorista non-sense que resolve toda a narrativa através de uma visita de Extraterrestres. Muito fica para imaginar e por responder no nevoeiro eterno de Silent Hill.

Numa altura em que Resident Evil era mestre do género Survival Horror, Silent Hill apareceu como um dos seus maiores concorrentes mas também como uma lufada de ar fresco… gelado… que nos faz tremer de medo!

Visto por: Ricardo Gouveia

 

Nasce neste jogo aquela que, para mim, é a melhor série de terror. A experiência é bastante imersiva à qual se junta uma história elaborada e que desenvolve um terror psicológico em quem esteja interessado no jogo e explorar cada canto deste. A Konami conseguiu desenvolver um bom projecto, no entanto nota-se algum entusiasmo no desenvolvimento gráfico do jogo, o que se reflecte em alguns lags e quebrando um pouco o ambiente. De qualquer forma, um óptimo jogo para se jogar durante a noite e que dificilmente envelhece.

Pontuação: 8

 

Visto por: Marco Cruz

 

O drama. O horror. A tragédia. Mal sabia o mítico apresentador que as suas palavras encaixariam em Silent Hill como o Jorge Jesus encaixa no Benfica. Apesar do género de terror já estar numa fase avançada, Silent Hill conseguiu elevar este género a um patamar nunca antes visto, com o factor psicológico a fazer as delícias dos amantes de terror. Apesar de apresentar alguns aspectos gráficos datados, é impossível jogar Silent Hill sem que nos arrepiemos em cada lugar obscuro e desconhecido. Um jogo fascinante que inspirou dezenas de títulos e onde a Konami mostrou realmente ao mundo o que significa o termo “terror”!

Pontuação: 8

 

Visto por: Luís Filipe Teixeira

 

A atmosfera criada em Silent Hill marcou-me imenso. Este é sem dúvida o jogo que mais medo me provocou. O nevoeiro que nos impedia de presenciar o inimigo a não ser quando esse já estivesse mesmo ao nosso lado, os efeitos sonoros que me metiam um pavor constante (enquanto percorria espaços claustrofóbicos) como nunca tinha encontrado noutro jogo e a ao mesmo tempo melancólica mas linda banda sonora. Junta-se a isto uma história bastante original e estamos perante um marco na história dos videojogos.

Pontuação: 10

 

 

 

Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

One Comment on "Silent Hill"

  1. Atos 16 August 2013 at 18:51 - Reply

    A matéria fala de forma superficial sobre um dos maiores clássico do PS1, Silent Hill 1 é um jogo que mexe com a mente e força você a resolver enigmas, a parte da escola é uma das mais chatinhas porque aqueles mostrinhos crianças ficam agarrando nossa perna, a câmera às vezes atrapalha a movimentação muitas vezes você não sabe se está indo ou vindo até dar de cara com um mostro e bye bye health. Você poderia ter falado dos 4 finais do jogo e um pouco mais sobre a estratégia de conservação de munição e os cursos que o jogo toma.

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