Slender: The Arrival (curtas)

Ficha Técnica
Ano: 2013;
Desenvolvido pela Blue Isle Studioes;
Género: Survival Horror;
Plataformas: PC; Mac
Analisado em: PC

 

INTRODUÇÃO

slender the arrival - introdução

Kate desapareceu misteriosamente. Seguindo o papel de Lauren, sua amiga, teremos de visitar a casa abandonada e encontrar pistas que nos levarão ao seu paradeiro. O que começa por ser uma simples busca torna-se numa luta pela sobrevivência quando Lauren se vê perseguida pelo Slender Man, uma entidade lendária que deambula pela floresta em redor da casa. O que terá acontecido a Kate e o que a liga ao Slender Man? A única maneira de descobrirmos a verdade é enfrentar o medo e visitarmos a floresta.

 

O BOM

slender the arrival  - bom

  • Quando é assustador…: The Arrival consegue ser mesmo assustador. Seja na introdução, que nos leva a visitar a casa vazia de Kate, ou a primeira vez que chegamos à mina abandonada, o novo jogo da Blue Isle tem momentos de pura tensão e desconforto, relembrando-nos o porquê de The Eight Pages ter sido tão marcante.
  • A mitologia: Ainda que fictícia, a lenda do Slender Man é atractiva e leva-nos a conhecer um monstro não só assustador como invulgar. O jogo está repleto de pistas sobre a criatura, com os desenhos desconcertantes, que protagonizaram as páginas de The Eight Pages, a marcarem uma vez mais os cenários.
  • Banda Sonora: O ambiente de The Arrival não seria a mesma coisa se a banda sonora não fosse tão desconcertante e perturbadora. Existem poucos jogos que conseguem criar um equilíbrio tão assustador entre o som e a imagem como a série Slender da Parsec Productions. O que surpreende é, no entanto, a simplicidade da sua execução e a aparente suavidade dos temas utilizados.

O Mau

slender the arrival - mau

  • Muito curto: Cinco capítulos podiam simbolizar uma campanha mais extensa, mas The Arrival acaba num instante. Em apenas duas ou três horas terão chegado ao final do jogo e ficarão com poucos motivos para recomeçar. Com uma história quase inexistente e uma estrutura demasiado linear, The Arrival não atinge uma longevidade aceitável.
  • Repetitivo: Lembram-se do primeiro jogo, onde tinham de encontrar oito páginas para chegar ao fim? Agora imaginem que fazem o mesmo ao longo de cinco capítulos diferentes. A falta de imaginação de The Arrival é inacreditável e a repetição dos objectivos demonstra a falta de criatividade da equipa.
  • Problemas Técnicos: The Arrival está repleto de bugspopups, problemas de renderingslowdowns e gráficos insípidos. A jogabilidade é demasiado lenta para os desafios do jogo, especialmente nas perseguições na mina, e em vez de conseguir criar situações de grande tensão, fomenta a frustração nos jogadores.
  • Pouca ambição: O que acaba por transformar The Arrival num projecto medíocre é a sua falta de ambição. Com o sucesso do primeiro jogo, a equipa não se esforçou minimamente para criar uma experiência inovadora, apostando na repetição constante de objectivos e cenários. A lenda de Slender tem conteúdos suficientes para construir um jogo verdadeiramente assustador, mas a escolha da simplicidade denegriu completamente a campanha e transformou-a numa tarefa não só aborrecida como árdua devido aos seus problemas técnicos.

O veredito

 

Slender: The Arrival não é só uma desilusão, é também um aviso. Se querem compreender o que pode falhar numa sequela, a produção da Blue Isle Studios reúne todos os elementos que devem evitar. O excesso de confiança na mitologia e na fama do primeiro jogo levaram à criação de um jogo medíocre sem imaginação e repleto de problemas técnicos. Se Slender tiver de voltar, esperamos que a Parsec Productions e a Blue Isle Studios decidam inovar no seu próximo jogo e demonstrar o porquê de The Eight Pages ser considerado um dos jogos mais assustadores de 2012.

 

Autor: Pushstart Pesquise todos os artigos por

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