Soul Sacrifice Delta

7
Longevidade: 7/10
Jogabilidade: 7/10
Gráficos: 9/10
Som: 8/10

É desafiante e técnico, bom para um jogador experiente que joga em pequenos pedaços

Tanta pontuação diferente mas, por outro lado tanta repetição na jogabilidade

Este título não é um remake nem sequela do Soul Sacrifice anteriormente lançado para a PS Vita, mas sim uma espécie de volume 1.5 com uma série de melhorias e conteúdos novos. É um RPG de acção que se posiciona no segmento de outros como Monster Hunter e o objectivo é combater criaturas demoníacas que, neste caso, nos surgem a partir dos capítulos dum livro macabro. Este livro tem uma cara e é bem-falante, se calhar até demais (parece um lorde inglês feito em retalhos de carne e papel). É o nosso principal companheiro desta aventura, narrador e também menu, é uma espécie de faz tudo.

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Nas suas páginas percorreremos segmentos de história que vão aparecendo de forma bastante gráfica, com ilustrações e textos numa apresentação simples de uma narrativa que não se impõe nem se torna demasiado interessante pelo que provavelmente folhearão as páginas sem grande atenção ao seu conteúdo. O folhear pode-se tornar algo confuso em relação às missões a aceitar que se encontram nessas mesmas páginas pois às tantas já não se sabe bem onde se anda (faz falta um marcador de livros). Cada um dos contos grotescos toma a forma de uma batalha que reviveremos e que nos leva a arenas com um design interessante mas com características quase meramente cosméticas. No fundo os cenários tornam-se essencialmente planos com um ou outro obstáculo por vezes destrutível. No que toca a inimigos, se no primeiro título uma das críticas é que era pouco variado, neste caso as coisas melhoram mas não se tornam perfeitas. Os inimigos que enfrentamos repetem-se nas várias missões e o próprio combate em si pode tornar-se algo monótono.

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Para quem não esteja habituado a este género, Soul Sacrifice pode ser desmotivante num período inicial, não por se tornar difícil cedo demais mas porque a sua jogabilidade é um pouco diferente de um jogo de luta normal e requer alguma habituação. O nosso personagem dispõe de uma série de feitiços que podem ser carregados e utilizados de formas diferentes e essas mesmas habilidades são alteráveis à medida que vamos evoluindo. Essa evolução parte da escolha que fizermos quando matamos cada monstro, salvar a sua alma ou sacrificá-la? Uma opção recompensa-nos com vida e outra com poder e devemos gerir o nosso estilo de jogo com base nessas escolhas.

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As batalhas são relativamente curtas, o que é uma vantagem para um jogo numa consola portátil. Dar cabo de um ou dois demónios gigantes é uma tarefa possível de fazer enquanto se vai ao WC e a utilização de Soul Sacrifice deve ser regrada dessa forma, em utilizações curtas para não se tornar demasiado repetitivo. Cumprida cada missão passamos por uma série de páginas e retalhos com pontuações e medalhinhas que são, a meu ver, exageradas (passa-se 4 ou 5 menus de pontuação cada vez que se acaba um nível). O modo de sobrevivência acaba por ser o mais viciante de todos e é algo que, quando dominado, faz-nos sentir verdadeiros profissionais.

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Graficamente o jogo está bastante bem conseguido, dos cenários aos personagens e destacamos o facto de podermos personalizar o nosso herói como se estivéssemos num Sims do dia das bruxas. Soul Sacrifice não é um jogo para carregar repetidamente em botões e matar tudo que se mexe no caminho, não esperem algo semelhante a God of War. O número de inimigos é bastante mais contido em cada arena de batalha e o combate rapidamente torna-se bastante mais técnico que frenético. Esta é provavelmente uma das experiências mais hardcore disponível para a PS Vita, aconselhamos sobretudo aos fãs do género e jogadores de barba rija.

Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

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