Splice

7
Longevidade: 6/10
Jogabilidade: 6/10
Gráficos: 9/10
Som: 10/10

Sound track memorável | Consistência no estilo artístico | Gráficos 3D

Período de choque inicial, sem tutorial | Alguma repetitividade e falta de momentos de jogo memoráveis | Apesar de mais de ter mais de 75 níveis, dá pouca margem para querer re-jogar

Em 2012 a produtora indie Cypher Prime, conhecida pela criatividade em títulos como Fractal e Pulse, lança um Puzzle – Splice, – e no mesmo ano consegue colocar no mercado versões para PC, Mac, Linux, iOS e Android. A versão Android do jogo foi lançada no Humble Android Bundle 4 (dos Android Bundles com mais sucesso), e foi também incluído no Humble Android Bundle 5. O que salta mais à vista no Splice é a estética do jogo. Minimalista e com uma interface imersiva, é aquela app que desperta a curiosidade pelo bom aspecto!

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Os puzzles têm como tema a vida microscópica e tentam criar um ambiente de simulação. Em cada nível o jogador é chamado a arranjar células de acordo com uma determinada estrutura (strand), e movimentos limitados. Um movimento consiste em cortar e colar (splice), as cadeias de células, estando sujeito a regras que preservem uma estrutura binária. Há um grupo de células que o jogador não pode mexer e a partir daí cada célula pode ter no máximo duas “filhas”, e quando se move uma célula as filhas vão atrás. Ainda existem células especiais como células que duplicam a cadeia das descendentes, bombas, etc…

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Com poucos toques se resolve um nível, mas até chegar à solução é preciso pensar/tentar bastante. O jogo dispõe de mais de 75 níveis (strands), agrupados em sequências. Supostamente o objectivo é evoluir as estruturas do ponto de vista biológico, mas este tema embora esteja bem articulado falha na passagem de uma mensagem mais concreta. Apesar da curva de progressão estar adequada à aprendizagem, o primeiro nível começa como um banho de água fria sem um tutorial. Ao contrário de muitos jogos de Android, não há pistas – este é um jogo para quem não se importa de esfregar os neurónios e odeia in-app purchases.

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Existe um sistema de rewind tipo cassete VHS, que nos permite voltar atrás para corrigir jogadas. Este sistema de retrocesso é útil, porém encoraja à tentativa e erro, quando recomeçar não causa muito transtorno. Não consegui perceber se isso ia de encontro ou contra a filosofia de jogo dos designers, que rotularam o jogo como o mais difícil que já fizeram. Na minha opinião abusar da tentativa e erro pode tornar este jogo frustrante, porém pensando um bocadinho e experimentando outro tanto é fácil entrar na onda.

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E uma vez entrando na onda do jogo é só rolar com a música de fundo, onde o piano reina. Esta ajuda a criar um ambiente artístico e sofisticado. Tirando a música e o ambiente imersivo, o Splice perde a alma e torna-se rapidamente maçador. Por isso, ainda bem que joguei num tablet, porque num ecrã pequeno, embora a jogabilidade não seja afectada, o jogo não cativa. No conjunto estamos perante uma experiência interessante como passatempo, algo leve e fluído, fácil de pegar e largar, mas que requer esfregar neurónios. De preferência o Splice deve jogar-se num tablet, ou num smartphone com um ecrã e resolução mais generosos.

Autor: Daniela Fontes Pesquise todos os artigos por

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