Squids Odyssey

7
Longevidade: 9/10
Jogabilidade: 8/10
Gráficos: 7/10
Som: 6/10

Viciante como passatempo, entretido como RPG

História pouco envolvente | Misto de acção e estratégia pouco apelativo

Não é a primeira vez que os Squids têm um videojogo, mas esta é a primeira aventura nas consolas caseiras. Tanto o original como a aventura que se seguiu com o tema do Velho Oeste, ambos lançados apenas em dispositivos móveis, fazem agora parte de Squids Odyssey, juntamente com uma campanha totalmente nova! Este viciante título aparenta ter de certa forma um tema casual, em que lançamos as nossas personagens contra os inimigos para os eliminar do jogo, como se de um Angry Birds submarino se tratasse. Depressa percebemos que afinal é bem mais complexo que isso, com inimigos que atacam de volta, num jogo único que mistura um típico jogo casual com um RPG cheio de acção, em que vemos os nossos heróis sucumbir no campo de batalha, numa aventura frenética em que o desafio, agradavelmente aumenta a cada nível que vencemos.

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Em Squids Odyssey temos a oportunidade de escolher a nossa equipa, entre vários heróis que se vão juntando à mesma, cada qual com um ataque especial e único. Como num tradicional jogo de role-play, e além das personagens com ataques normais, temos também as que atacam à distância, as que de certa forma têm poderes para lançar um ataque a vários elementos inimigos, assim como personagens que apenas aumentam a vitalidade às restantes. A finalidade de cada nível começa por ser, na sua maior parte, a de chegar a um ponto que nos leva ao seguinte, tendo em conta as armadilhas como correntes e buracos que nos deixarão sem uma certa personagem. Pelo meio, lá aparecem os inimigos que não são mais que animais submarinos, e aí o jogo transforma-se num autêntico RPG, onde cada elemento joga à vez, numa tradicional batalha por turnos.

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A vitalidade é um óbvio elemento a ter em conta. Se deixarmos morrer uma das nossas personagens, esta só ficará disponível num próximo nível, e isso até pode fazer com que não consigamos passar a fase. Outro ponto a ter em conta é a barra de energia que se apresenta à volta de cada elemento da nossa equipa. Esta barra não só nos diz a força com que vamos lançar o nosso herói, como também nos vai ajudar a perceber quantas vezes poderemos jogar com ela no seu turno. Assim que esvaziada, será dada a vez a outro herói, ou a um elemento inimigo.

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Squids Odyssey é um bom misto de estratégia, role-play e acção, no entanto acabamos por ser levados mais pela casualidade em níveis curtos e feitos para ser um passatempo rápido. Tanto os amantes do género RPG, como os mais exigentes, não encontrarão facilmente agrado neste título. É, no entanto de salientar, o facto de este ser um jogo “3 em 1” com aventuras que tentam ser épicas e ao mesmo tempo ter uma pitada de humor. Apesar de se tentar levar a cabo uma boa história, a verdade é que começamos a passar bem rápido essas mesmas partes para nos lançarmos na acção, pela sua falta de interesse.

Autor: Victor Moreira Pesquise todos os artigos por

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