Star Wars – Republic Commando

8
Longevidade: 8/10
Jogabilidade: 8/10
Gráficos: 6/10
Som: 9/10

Uma imagem completamente inovadora de um mundo conhecido.

Falta de variedade.

Toda a gente conhece e já ouviu falar de Star Wars, do seu universo e dos seus personagens principais. Não é à toa que Darth Vader está no top 3 dos vilões. Toda a gente sabe o que são os Jedis, munidos dos seus lightsabers e sabe quem são os mais conhecidos. Toda a gente já ouviu expressões como “May the Force be with you” ou “I have a bad feeling about this”. Mas… Star Wars não é só os filmes!

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Imediatamente após ter sido lançado o episódio IV George Lucas apercebeu-se que o público queria mais. As pessoas queriam conhecer melhor aquele novo universo. Quem mais lá existia, que mais mundos haviam, etc. Foi assim que se começou o que se chama de Universo Expandido. Começou na banda desenhada, com a Marvel a publicar variadas histórias com as personagens até à altura conhecidas e com mais algumas novas, depois apareceram livros (a chamada Trilogia de Thrawn – considerada por muitos como os episódios VII, VIII e IX, enquanto os oficiais não aparecem), então vieram os jogos de tabuleiro, etc. Mas, além desta variedade de produtos, houve um que apareceu quase imediatamente após ter surgido o primeiro filme. Obviamente que estou a falar dos jogos electrónicos. No Universo de Star Wars existem mais de 50 videojogos publicados e estão disponíveis para todas as plataformas mais comuns…

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Republic Commando é um FPS táctico que se passa durante os episódios II e III. Neste jogo, somos o líder da Delta Squad, uma equipa de 4 clone commandos, clones alterados geneticamente para não serem “apenas” soldados comuns, mas verdadeiros “Rambos”, cada um com a sua especialidade. Cada elemento tem um número associado e uma alcunha, que determina a área onde está mais à vontade: RC-1138: Boss (o líder), RC-1140 – Fixer (o hacker), RC-1207 – Sev (o sniper), RC-1262 – Scorch (o especialista em explosivos). Ao contrário dos outros produtos e da maioria dos jogos disponíveis, Republic Commando ignora quase por completo as personagens principais, focando-se exclusivamente nas tropas.

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O jogo apresenta alguns pormenores que fazem lembrar outros FPSs como Halo (o sistema de escudos protectores recarregáveis e health não-recarregável), a trilogia Metroid (o visor é bastante parecido com o que Samus usa) e o modo como damos ordens específicas aos nossos colegas ou interagimos com o cenário é semelhante ao usado em Rogue Spear.

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Iniciando na última parte do Episódio II, este jogo mostra o papel importantíssimo que as tropas tiveram durante toda a Guerra dos Clones e nos seus variados campos de batalha. Iniciamos o jogo imediatamente após o desembarque das tropas em Geonosis, com a missão de capturar Sun Fac, um dos principais líderes geonosianos. Seguidamente investigamos o que se passa com a nave-fantasma Prosecutor e terminamos o jogo em pleno Episódio III, momentos antes da invasão de Kashyyyk.

Apesar de o jogo ser relativamente grande, uma das suas principais falhas reside na falta de variedade de cenários, inimigos e arsenal disponível. Na verdade, três campanhas, cerca de dez inimigos diferentes e seis armas sabem efectivamente a muito pouco, se compararmos jogos do mesmo tipo. Todavia, o jogo ainda consegue fornecer cerca de 10 horas de guerra muito dura.

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Tal como referi anteriormente, Republic Commando não apresenta a imagem “infantil” e “encantadora” que nos é dada pelos filmes deste universo. Não nos apresenta uma Guerra dos Clones tão “romântica”, mas muito mais bélica, agressiva e sangrenta. Uma Guerra com “G” grande. Os wookies são umas autênticas feras selvagens, os andróides têm um visual mais assustador, os geonosianos são maiores e mais brutais. Os Jedi estão completamente ausentes, salvo um cameo, mesmo no final, de um certo Mestre Jedi pequeno, com um modo de falar estranho. Apenas uma equipa de soldados de elite que tem de cumprir as missões que lhe são apresentadas custe o que custar, seja de que maneira for. Essa, também, é uma das principais características do jogo. Apesar de linear, podemos avançar da maneira que mais nos agrade. Por exemplo, sempre que encontramos uma porta fechada podemos abri-la silenciosamente, ordenando que se desbloqueie a fechadura, ou podemos, simplesmente, colocar um explosivo na porta e entrar a matar, tal qual os movimentos das tropas policiais e militares que vemos na TV. Morrer, também, é algo difícil de atingir, já que sempre que cada vez que um dos militares morre, pode ser reavivado com bacta, fornecida por um dos colegas. Ou seja, só morremos quando todos morrem.

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Republic Commando é um jogo bastante divertido e satisfatório, onde o seu maior pecado é a falta de variedade de conteúdo. Se não fosse por isso, para os amantes do género, este seria um produto de ainda maior sucesso. A título de curiosidade, resta-me dizer que foram publicados 4 livros que exploram ainda mais este universo e que o próprio Temuera Morrison (o actor que fez o papel de Jngo Fett, o modelo original dos clones) participou no mesmo e as falas da nossa personagem foram gravadas por ele.

Autor: Daniel Martinho Pesquise todos os artigos por

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