SteamWorld Heist

Como tornar a simplicidade em qualidade!

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Assim que iniciamos este jogo, pela primeira vez, é impossível não achar piada ao seu vídeo introdutório, a fazer lembrar uma mistura entre steampunk e western espacial. Rapidamente, percebemos que temos pela frente um título original bastante interessante e diferente. Sendo o sucessor de SteamWorld Dig, que não tem praticamente nada em comum excepto o aspecto das personagens, Heist surge como um título de estratégia por turnos em 2D, um conceito que resulta e que, que ao contrário de muitos outros dentro do género de estratégia com turnos aborrecidos e longos, são frenéticos e com muita acção.

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Apesar da história genérica e sem grande foco no desenvolvimento de uma narrativa complexa, esta começa com a destruição do planeta Terra, em vários fragmentos, onde habitam Cowbots, permanentemente perseguidos por todo o tipo de indivíduos com mau humor, prontos a roubarem e pilharem tudo à sua volta. Assumimos o papel da Captain Piper, uma caçadora de prémios, e de alguma forma “justiceira” típica de um verdadeiro western, em busca pelos vários pedaços de terra espalhados pelo espaço. Pelo caminho, vamos encontrando uma panóplia de personagens que nos vão ser úteis em combate, visto que muitas têm habilidades próprias. Importa ainda dizer, que cada uma delas tem uma história por trás, aspecto que os criadores do jogo tiveram em conta, não se tendo limitado a despejar tipos para andarem à pancada. Sally faz lembrar a típica filha de um agricultor ou Ivanski um daqueles russos super musculados. Podemos equipá-los com armas e outros itens, que vamos ganhando ao longo do jogo, bem como aumentar as suas habilidades, cada vez que sobem de nível. Também temos chapéus, sem nenhuma utilidade, mas que são extremamente patéticos, além de que na cabeça de um robô, ficam demais.

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O jogo desenvolve-se indo de “fragmento em fragmento” à procura de novos inimigos, estações espaciais onde recrutamos os personagens, bares e lojas. Mas o que nos agarra a Heist é o combate. Este é feito por turnos, onde podemos executar um movimento e uma acção com cada personagem, acção essa que é controlada por nós, ou seja, somos nós que disparamos, que arremessamos a granada ou que damos um valente soco, caso estejam perto do inimigo. Ora, isto torna todo o combate muito mais participativo, onde podemos muitas vezes apontar para um barril de explosivos ou fazer ricochete numa parede para acertar num inimigo escondido.

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As missões acabam, quase na totalidade, por consistir na eliminação de todos os inimigos do mapa ou encontrar um determinado número de peças de valor. Um último destaque para a diversidade do tipo de sons existentes neste título, como o tema inicial, ou até para os diálogos, que são tão ridículos que nos dá vontade de falar com todos os robôs que encontramos, apesar de sabermos que não vamos ganhar muito com isso.

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É, de facto, brilhante como com um argumento linear e umas mecânicas simples, se consegue criar um jogo tão divertido. Ficamos sempre com aquela sensação de “é só mais um combate”. Atrevo-me a dizer que é dos títulos mais originais que joguei no último ano. Estão de parabéns!

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Veredicto
Entretenimento e diversão do melhor que podem encontrar. Fantástico.
Plataforma
3DS
Produtora
Image & Form
Autor: Goncalo Cardoso Pesquise todos os artigos por

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