Super Smash Bros. for Wii U

Nintendo a fazer magia, mais uma vez!

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Uma série com um enorme legado e tão bem amada como é, merecia todo o hype que se gerou à sua volta, e esta ânsia foi compensada com uma experiência ilimitada, tecnicamente deliciosa e com um aspecto gráfico super colorido, detalhado e interessante, como a Nintendo nos tem habituado. Super Smash Bros. for Wii U não está distante do primeiro lançamento que aconteceu na 3DS, mas era, sem dúvida, um título que pedia que se jogasse num ecrã grande. O novo título do brawler vem carregado de novidades, personagens icónicas e conteúdo que chega e sobra para nos garantir o máximo de diversão possível.

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Conteúdo infinito para todos os gostos!

O modo Smash destaca-se e já é bem conhecido de todos: um combate a quatro, batalhas carregadas de itens e personagens de suporte que tanto nos fazem os “todo-poderosos” como nos podem tramar a vida. Daqui nunca sabemos bem o que nos espera e o que os adversários vão fazer, e o facto de o jogo ser extremamente aleatório neste aspecto é, e continuará a ser, um grande trunfo. Uma das novidades mais sonantes é sem dúvida o “Smash a 8”, que, pessoalmente, não me diz grande coisa, a não ser obviamente para juntar os amigos ou entrar no modo online e partirmos para a total diversão. No menu principal temos também acesso ao novíssimo “Mundo Smash”, uma espécie de mistura entre um party game com Smash Bros. Aqui é-nos apresentado um tabuleiro ao estilo de Mario Party, assim como toda a jogabilidade se torna idêntica. Temos dados e rondas, e controlamos Mii’s em vez dos lutadores, sendo o nosso principal objectivo apanhar os mesmos pelo caminho, para que no término os lutadores de cada Mii se enfrentem numa batalha final. Mais uma vez, a experiência é totalmente aleatória e durante as minhas várias incursões neste modo, tanto acabei com 6 ou 7 personagens, como com 2 ou 3, o que torna o combate final mais fácil ou mais difícil pela lógica de que quem tem mais, é provavelmente o vencedor. Durante as rondas há também os óbvios combates que reúnem lutadores que cada um tenha amealhado. A maior parte destas tem temas especiais, como o aparecimento de um certo tipo de arma ou poder em quantidades ridículas, tornando a nossa vida mais complicada. Pelo tabuleiro apanham-se também troféus que mais uma vez invocam os itens especiais que Mario Party também utiliza, e que podemos usar antes de uma ronda ou antes de um combate.

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Ainda dentro dos modos principais, podemos também criar um Smash personalizado, permitindo-nos alterar todos os aspectos que são standard ao jogo. Como se isto já não bastasse, ainda há uns quantos novos modos e alguns desafios num outro submenu. Temos o modo Clássico, que como diz o nome, é a já conhecida caminhada que nos leva numa série de batalhas até chegarmos ao boss final – a famosa Mão Mestra (Master Hand) – e se estiverem num nível de dificuldade mais elevado, adicionem também a esta a Mão Maníaca (Crazy Hand). Estas terríveis e temíveis… mãos… têm também os seus desafios através do modo “Ordens Especiais”. Aqui podem entrar em diversificados desafios, consoante o nível de dificuldade que escolham, para arrecadar golpázios e acessórios. Além disto, há também os “Eventos”, uma espécie de mapa de batalhas, pré-feitas e em condições específicas, as “Lendas Smash” que vos leva pela história das personagens e o “Estádio”, um leque de mini-jogos, só porque é engraçado tentar lançar o mais longe possível um saco de boxe ou acertar no maior número de alvos com uma bomba. O modo história, esse, não regressa, para tristeza minha e de muitos outros, já que vi em “The Subspace Emissary” do anterior jogo da Wii, uma boa forma de conhecer as personagens, com cutscenes engraçadas e um brawler transformado em beat’em up.

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As personagens, os troféus e o suporte

Este é o maior leque de sempre de personagens da série, e que deverá ainda aumentar através de conteúdo transferível. Os mais conhecidos e icónicos voltaram, como é óbvio. Super Mario com o seu equilibrado modo de combate, a força, apesar de lenta, de Bowser ou Ganondorf, e os rápidos Sonic e Zero Suit Samus. Há algumas novidades bastante interessantes, como a Nintendo veio mostrando antes do lançamento deste título. Um dos meus favoritos é o Pac-Man, com golpes saídos dos anos 80 e um ataque super que deixa qualquer nostálgico com um sorriso na cara. Super Smash Bros. for Wii U permite também a edição dos próprios lutadores, ou pelo menos dos ataques que pode fazer, tornando o leque de golpes por personagem bastante vasto. Estas personalizações vão-se ganhando através dos variados modos de jogo, sendo que o “Mundo Smash” é a melhor maneira de arrecadar mais prémios.

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Apesar de muita gente achar que toda a franchise se prende em golpes rápidos e aleatórios num botão qualquer, Super Smash Bros. é muito mais que isso. Tal como noutro jogo de luta qualquer, existem botões e combinações para os mais variados golpes, incluindo combos, e só um bom treino pode fazer com que percebamos como podemos sair vitoriosos. Há um vasto leque de troféus para encontrar e colecionar dentro do jogo, e quando digo vasto, estou a falar de centenas de troféus, que são arrumados numa galeria digital, devidamente separados por jogo ou universo do qual fazem parte. Depressa se torna um vício de os tentar encontrar todos, até porque cada um se faz acompanhar de pequenas histórias e dados sobre os títulos de onde saíram originalmente. As personagens de suporte, que aparecem nas batalhas para ajudar o jogador que apanhe primeiro a cápsula de onde saem são também inúmeros e adicionam ao jogo um valor incrivelmente rico em nostalgia.

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Os Amiibo e o Modo Online

Com o lançamento de Super Smash Bros. na Wii U, saíram também os já anunciados Amiibos, num lote inicial de 12 e dedicado especialmente ao título em questão. Estas pequenas estatuetas vêem munidas do sistema NFC (Near Field Communication) e basta um toque no sítio apropriado do gamepad para se efectuar a conexão do mesmo à Wii U. Ao contrário do que acontece, porém, com os Skylanders ou as personagens do Disney Infinity, aqui não controlamos as personagens que ganham vida no jogo, mas somos mais como um treinador que as equipa com acessórios que vamos ganhando ao jogar, e que as vê subir de nível e tornarem-se mais fortes como verdadeiros discípulos. Óptimo para quem tenha amigos perto, e possam levar a vossa personagem para batalhas épicas. Além do que adiciona à experiência, o nível de detalhe é bastante bom e o seu tamanho torna-as também em apetecíveis objectos coleccionáveis. O modo online deste jogo é, como tem vindo a ser recorrente, bastante bom. Há alguns modos à escolha, e é até possível estar com um amigo ao lado e jogarem ambos online.

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Tive o prazer de repartir esta experiência com o colegada da PUSHSTART, Francisco Pereira, e como é normal acontecer, perde-se, ganha-se, não sabemos o que está acontecer, não percebemos o que se passa, mas uma coisa é certa: divertimo-nos imenso. Há um grande desafio no modo a 4 jogadores online, onde parece que a comunidade já é bastante ampla. Ainda com o Mario Kart bastante activo, parece haver espaço para todo o tipo de gostos..

 

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Veredicto
Absolutamente divinal, jogabilidade excelente com um trabalho gráfico fascinante e banda sonora que percorre a história dos videojogos.
Plataforma
Wii U
Produtora
Nintendo
Autor: Victor Moreira Pesquise todos os artigos por

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