The Fall

A queda é apenas o início

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Tomei a decisão de não investigar nada sobre The Fall antes de o jogar. Quis manter o mistério do título. Afinal não estava a jogar nenhum Mario Party ou até Assassin’s Creed. Por surpresa minha não encontrei também nenhum manual de instruções com qualquer informação disponível. “Bem, assim sim!”, pensei. Mas o melhor foi quando comecei finalmente o jogo. O mistério continuava. A única coisa que sabemos – porque nos é mostrado e não dito – é que fomos parar acidentalmente a um planeta incógnito. Caímos simplesmente lá: “e agora? Agora desenrasca-te.”

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Na tentativa de descobrir pelo menos o género do jogo, também me deparei com algumas questões. Carregamos uma pistola e andamos da direita para a esquerda (e vice-versa), por isso estamos perante um platform shooter, certo? Bem, a coisa não se apresenta tão simples quanto isso. Acontece que também temos de ir investigando o cenário como que se tratasse de uma aventura gráfica: pesquisa este objecto, usa isto com aquilo, usa esta fala numa escolha de quatro, etc. Mas e o tipo de atmosfera? Como podem ver nas imagens apresenta elementos de terror. Terror psicológico talvez? O que é certo é que quanto menos esperava, deparava-me com criaturas ao longe. Ou melhor, estes iam aparecendo atrás só durante um segundo, impedindo-nos de olhar para eles com olhos de ver. Sabia que tinha aparecido ali algo a correr, mas o quê!? Claro que os elementos não acabavam aqui, pois tendo em conta o ambiente e cenário, sabia que também me encontrava num mundo de ficção científica. Ainda só estava no início! O que mais esperava por mim ainda?

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Sem querer revelar demasiado – até porque descobrimos isto pouco depois da nossa aterragem – apercebemo-nos que somos ARID, uma inteligência artificial ultramoderna inserida num fato de combate. Esta é activada depois do piloto humano dentro do fato ter ficado inconsciente com a queda. Cabe-nos agora proteger o dono do fato, tentando arranjar forma de o reanimar neste planeta desconhecido planeta.

Ao longo do tempo vamo-nos familiarizando com a real personalidade de ARID e descobrindo o quão forte ela de facto é. Vamo-nos apercebendo que esta terá de ir ao desencontro do próprio protocolo se quiser salvar o seu piloto, pois nem todos os puzzles se resolvem de forma simples e directa. Tudo isso torna o nosso personagem mais “humano” e por isso mais autêntico, o que só joga a favor do jogo.

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Mas falando dos puzzles, estes requerem um certo grau de exploração e investigação (o habitual nos jogos de aventura), por isso não esperem por um jogo cheio de acção desenfreada. Não é só chegar ali e ir para a frente, como as imagens podem dar a crer. É preciso raciocínio e paciência.

Onde também é necessário ter paciência é com os comandos. Estes podiam ser mais intuitivos. Sempre que quero mexer em algum objecto, tenho de mexer o analógico direito e carregar no botão R. Depois disso ainda temos de mover o analógico esquerdo para escolher a opção que queremos fazer com esse objecto. Tenho a certeza que poderia haver uma forma mais simples de controlar tudo isso. Talvez seja melhorado na sequela! Pois é, porque este é o primeiro capítulo de uma trilogia. O segundo episódio chega já este Outono.

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Adorei The Fall. Tendo em conta o visual minimalista do jogo, podemos correr o risco de pensar que a própria jogabilidade é bastante simples (alguém se lembra do Limbo?), mas existe aqui tanta variedade… Devo confessar. Já há muito que não tinha este sentimento de solidão num jogo. Super Metroid, Another World,… Junto The Fall sem problemas a essa família.

up
Veredicto
Um óptimo jogo que apesar de não parecer, oferece muita variedade.  
Plataforma
Wii U
Produtora
Over The Moon Games
Autor: Luis Teixeira Pesquise todos os artigos por

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