The Hungry Horde

Zombies e zombies e mais zombies…

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A temática zombiana volta à baila, agora na portabilidade da Vita, temática esta que apesar de já bastante gasta na minha opinião, ainda acaba por conseguir surpreender aqui e ali, devido a alguns rasgos de genialidade. Tal como o nome indica o objectivo é aglomerar o maior número de zombies, sendo que há que conseguir escapar dentro de um tempo limite, imposto pelo governo na tentativa de evitar este surto. Nada de novo certo? Pois…

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Novo é a tremenda seca, quase que chegamos mesmo a sentirmo-nos a envelhecer, enquanto aguardamos pelos intermináveis loadings. O que terá passado pela cabeça aos seus criadores/ programadores não sei, até porque a Vita tem conseguido com facilidade conseguir contornar esta dificuldade, mas a mim apeteceu-me ser mordido por uma destas criaturas para não voltar a sofrer com tamanha dor infligida cada vez que se inicia o jogo ou até quando se faz restart.

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Quando este finalmente começa também há que reconhecer que não é, pelo menos visualmente, aquele com melhores capacidades. A perspectiva de vista superior não é propriamente convidativa e os grafismos aparentam um certo desgaste. E o mesmo se passa com a componente sonora que acaba por não deslumbrar e ser mais do mesmo.

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Porém, a situação que até aqui se tem revelado com uma queda num abismo sem fim, acaba por melhorar quando o começamos a jogar propriamente dito. Os comandos são bastante responsivos e fluidos, e acaba por ser bastante divertido fazer e ver aumentar a nossa horda destes seres famintos por sangue e com cabeças quadradas. Fiquei na dúvida quem seria o público-alvo deste título. Porque se de certa forma é algo para o infantilmente violento, por outro lado, não tem nem de perto nem de longe os níveis de violência desejados por um graúdo num jogo digno desse nome.

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Creio que se optou por ficar no meio da barricada, o que neste caso o torna algo difícil de definir. A jogabilidade, como referi, decorre com tempo limite e a exigência dos níveis é variável mas sempre com uma curva de dificuldade bastante acessível, mesmo para os mais novos. Além disso muitos dos cenários até nem obrigam a que a horda seja assim tão grande, o que acaba por fazer com o avanço em cada nível seja bastante linear. A acção é rápida e frenética e o peso da contagem decrescente acaba por ser o grande adversário de The Hungry Horde.

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As mecânicas são acessíveis além de intuitivas. Cada humano por nós apanhado resulta em mais tempo, há certos puzzles para resolver in game que obrigam à separação do grupo em 2 – provavelmente a melhor ideia do jogo – sendo que para tal existem controlos independentes, ainda que não os tenha achado propriamente fáceis de utilizar. Aqui a prática é realmente importante se não mesmo fundamental.

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Outro aspecto muito positivo e que, acreditem, equilibra bastante este título são os mini-jogos que vão sendo disponibilizados. Uns mais saudosos que outros e alguns mais interessantes que outros, dei por mim a divertir-me imenso e a experimentá-los em força, até que reparei que estava a dedicar mais tempo a estes do que à história principal.

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No fim fica a ideia de que mais e melhor poderia ter sido feito neste The Hungry Horde. Diverte, ainda que para muitos apenas o fará por breves momentos, tem alguma dificuldade que é necessária, tem um tema gasto e para o qual começam a escassear ideias mas no seu todo acaba por ser um título interessante, o qual consegue entreter. A juntar a isso os imensos itens coleccionáveis, as tabelas online, os prémios que vamos recebendo, e que para quem tem uma Vita já são habituais, e os mini-jogos (estes sim uma verdadeira pérola), The Hungry Horde acaba por ser um título que se puderem devem experimentar.

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 Veredicto                                                        
Os mini jogos abrilhantam um título que poderia ser bloody fantastic, mas que no fim é apenas mais um…
 Plataforma        
 PS VITA
 Produtora         
 Nosebleed Interactive
Autor: Andre Santos Pesquise todos os artigos por

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