The Last of Us: Left Behind

9
Longevidade: 8/10
Jogabilidade: 9/10
Gráficos: 10/10
Som: 9/10

Excelente conteúdo para o preço pedido | Mais do mundo de The Last of Us

Uma primeira parte algo inútil para a narrativa geral

No tempo das expansões, típicas dos jogos de PC, estas eram sempre analisadas. Nos dias que correm poucos destes “pacotes de expansão” merecem ser analisados, normalmente porque não oferecem conteúdo suficiente que o justifique. No entanto, como em quase tudo, há excepções e Left Behind é uma delas. Lembro que este é um DLC a um dos melhores jogos do ano passado, impressionante a todos os níveis, e foi por esse motivo que estava algo receoso de jogar o DLC. Tinha medo que fosse apenas um rápido money maker a aproveitar-se do sucesso do original, mas depois lembrei-me que estamos a falar da Naughty Dog, na qual ainda estará para vir o dia em que esta nos deixará mal. Os acontecimentos deste DLC estão divididos em duas partes distintas. A primeira conta-nos o que aconteceu depois de Joel ser ferido, se se lembram o jogo neste ponto avança algum tempo na história, e no DLC controlamos Elli enquanto esta procura por medicamentos para Joel. No entanto, sem dúvida que a segunda parte é bem mais interessante.

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Esta passa-se antes do argumento da campanha original onde controlamos Ellie e somos acompanhados pela sua amiga (já referida no jogo original) Riley. Nesta parte do DLC aprendemos imenso sobre o passado de Ellie e sobre a sua personalidade. Riley juntou-se recentemente às fireflies e pretende escapar ao complexo militar onde se encontra com Ellie. Aquilo que começa com uma rebeldia obviamente acabou por escalar para algo mais sério. Mais uma vez é inevitável gostar dos personagens e querer o seu sucesso, passa-se a gostar tanto dos personagens que acontecer-lhes alguma coisa consegue despertar vários sentimentos no jogador. A ligação entre Elli e Riley é muito bem construída, embora bastante diferente da relação com Joel. Ao contrário de uma relação mais adulta, do confronto entre a rigidez de Joel e a rebeldia da Elli, agora temos uma relação diferente que torna o ambiente do jogo significativamente mais “leve” com situações onde as duas andam de carrossel por exemplo.

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Os cenários estão também mais interactivos com minijogos e objetos para interagir fazendo com que se torne uma experiência mais completa, algo que deveria transitar para a sequela (acho que não existem dúvidas de que esta irá existir). Mas ao ficarem mais completos não perdem nenhum do detalhe que tinham. The Last of Us é para mim, graficamente, a melhor experiência gráfica da sua geração. Em termos de jogabilidade é aquilo que vocês esperam, nada mudou, mas vão provavelmente depender muito mais no factor stealth, isto porque Ellie é claramente mais frágil do que Joel. O preço de 14,99€ deste DLC é na minha opinião adequado, comparando com alguns mapas ou fatos diferentes, aqui temos uma campanha single player bem construída que suplementa na perfeição a campanha original. O único problema que posso colocar ao jogo é que talvez a primeira parte do DLC não seja tão interessante, parecendo mais para encher chouriços do que outra coisa. Correndo o risco de me repetir, mais uma vez a Naughty Dog faz algo simplesmente fantástico onde é difícil apontar algo de mal. Se gostaram de The Last of Us não se vão arrepender minimamente de comprar este DLC que sabe a expansão.

Autor: Ivan Cordeiro Pesquise todos os artigos por

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