The Legend of Zelda: Breath of the Wild – The Master Trials

Queres mais? Paga!

Já toda a gente sabe, mas volto a dizer, Breath of the Wild (BOTW) é realmente um jogo fantástico. Todos os que possuem a Switch têm este jogo e a razão para isso é perfeitamente válida. A série The Legend of Zelda reinventou-se e transformou-se numa experiência vasta e simultaneamente aliciante, bastante simples e acessível a quem não está habituado a este tipo de jogos. Sou sincero, apesar de ter estado sempre de olho em BOTW tinha, por um lado, receio que não fosse jogo para mim. A sua natureza tão aberta e vasta parecia não encaixar com a minha vida de trabalhador e pai de 2 filhos…“eu alguma vez lá vou ter tempo e pachorra para jogar aquilo tudo?”. Na verdade, ainda não tive. Apesar de já ter derrotado Ganon, ainda tenho muitas side quests para fazer, mas mesmo assim, fiquei rendido ao poder do jogo.

Acho que nunca passei tantas horas dentro dum mundo virtual tendo-me que esforçar ao máximo para me desligar cada noite: “vá, já chega, três horas nisto já é demais…”, “ups, mais tarde continuo que agora o bebé está a chorar”. O jogo conquistou-me, pois, apesar de ser vasto é igualmente simples. Pode-se fazer uma série de truques para aproveitar o seu motor de física de forma inovadora? Sim pode, mas tudo tem lógica e, além disso, também se pode jogar de forma mais directa/básica, pelo que é mesmo à vontade do freguês. Queres explorar? Explora! Queres lutar? Luta!

Poderia escrever longos textos sobre este jogo tanto que nem fiz uma review até aqui porque não me apeteceu parar de o jogar, mas agora que chegou a primeira metade do seu DLC vou falar um pouco dela. Para quem não tem uma vida familiar preenchida como eu, possivelmente já era tempo de ter mais qualquer coisa para fazer lá por Hyrule e este DLC pago traz o primeiro contributo relativamente a isso. Com novos equipamentos e novas arcas do tesouro disponíveis não pensem que apenas estão a pagar por desbloquear esse conteúdo em si, mas também pela diversão da exploração e das quests para chegarem até eles. Ainda assim, essa não é razão suficiente para adquirir este Master of Trials. Diria que nem o novo modo difícil o é (e que trouxe alguma controvérsia pois é um modo presente gratuitamente em títulos anteriores). A razão é o Trial of the Sword.

Temos acesso a este conjunto de desafios pondo a nossa Master Sword de volta ao seu local de origem e, entrando numa espécie de mundo virtual mágico no qual temos que sobreviver e destruir os inimigos que se nos apresentam, nível após nível. O número de corações mantém-se entre cada fase, por isso devemos ter muito cuidado e racionar tanto as armas como a comida que vamos recolhendo, se queremos sobreviver. É que neste modo, tal como numa certa ilha maldita também presente no jogo, começamos sem qualquer arma, comida ou equipamento de defesa, é como voltar ao início da aventura, porém, desta vez, sem margem para fugas ou para erros. Não é propriamente um simples festim de pancadaria, mas uma mistura entre combate e estratégia, algo que está, aliás, presente durante todo o jogo. É um modo para verdadeiros profissionais, o pior é que enquanto não o formos, seremos obrigados a recomeçar o desafio mais vezes do que nos apeteceria. No fim, a nossa Master Sword ficará mais forte, uma recompensa agradável, contudo eu diria que aqui o importante é a viagem e não o fim.

Ainda não sabemos que mais vem aí, todavia, mesmo às cegas (como nas Typhlo Ruins) e por esta primeira amostra, digo que tudo que venha a mais neste jogo é desnecessário (pois já me enche as medidas tal como é), no entanto bem-vindo (que trará de novo o futuro modo de História?)

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Veredicto
Mais BOTW? Nem era preciso, mas aceito!
Plataforma
Nintendo Switch
Produtora
Nintendo
Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

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