The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D

Afinal o Tim Burton fez um Zelda

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A era da Nintendo 64 é considerada por muitos como o expoente máximo dos jogos da série The Legend of Zelda com dois títulos monstruosos, Ocarina of Time e Majora’s Mask. No entanto, este segundo normalmente é a ovelha negra dos dois, não por ser um mau jogo mas porque Ocarina of Time é normalmente considerado não só o melhor jogo da série como um dos melhores jogos de todo o sempre. Majora’s Mask passou também ao lado de alguns jogadores, na minha opinião por dois motivos simples. Primeiro porque saiu no mercado apenas com alguns dias de diferença para o lançamento da Playstation 2 e depois devido à obrigatoriedade de se ter um acessório que era o expansion pack.

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No entanto, ouve-se muitas vezes de quem o jogou que é um dos melhores senão o melhor, mas também se houve que é diferente. E realmente ambas as afirmações são verdade. É um Zelda com um ambiente bastante diferente daquilo que é normal, parece sinceramente que Miyamoto foi de férias e Tim Burton ocupou o seu lugar no desenvolvimento. Quanto ao facto de ser um jogo fantástico e ao porquê podem ler aqui as 10 razões para tal. Mas a verdadeira questão aqui é o que mudou neste port para a 3DS? Além da óbvia inclusão do 3D evidenciada pelo título.

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A verdade? Não muito, mas aquilo que mudou acabou por fazer um jogo excelente melhor ainda. Ou devo antes dizer mais moderno? Ou talvez mais portátil… Um pouco de tudo, para ser sincero. Por exemplo, a possibilidade de gravar muito mais frequentemente em sítios específicos do mapa, visualmente identificados como uma estátua de uma coruja. Isto torna o jogo mais portátil, mais apropriado aos tempos modernos e também, de certa maneira, melhor. Temos ainda a inclusão das Feather Statues que nos permitem gravar o progresso a qualquer momento. Na versão original apenas podíamos gravar permanentemente o jogo através do uso da Ocarina com o Song of Time. Os menus e o HUD (Heads-up Display) foram quase todos movidos para o ecrã inferior possibilitando uma imagem mais limpa no ecrã de jogo. O mapa e o inventário estão também prontamente disponíveis no ecrã inferior. O sistema de itens é igualmente de muito mais fácil acesso e utilização. A ocarina tem um lugar permanente no canto inferior esquerdo do touch screen, e continuamos a poder associar dois itens aos botões X e Y mas contamos também com dois espaços disponíveis no touch screen para associar itens. O que no fundo permite ter acesso rápido a quatro itens ao mesmo tempo, evitando algum do tempo que se perdia na organização dos mesmos quando era necessário utilizar 3 ou 4 por área.

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De volta de Ocarina of Time 3D estão as visões. Estas permitem ao jogador ver pequenos vídeos que ajudam a perceber certos puzzles e o que fazer a seguir, ou pouco ao estilo daquilo que Demon’s Souls introduziu. Os gráficos são obviamente uma das maiores e mais facilmente identificáveis diferenças em relação ao original da Nintendo 64. Estes estão muito bem conseguidos, com um polimento fantástico, quem não conhece os antigos nem desconfia que este poderá não ser um jogo original da plataforma. Tudo foi polido ao pormenor com modelos muito mais definidos e texturas imensamente melhoradas. Para mim um dos grandes problemas do original era o péssimo sistema de câmara. A passagem ao 3D possibilitava na altura muita coisa mas também criava novos problemas, e este é um problema que ainda reside em jogos modernos. Na altura, a inclusão de um segundo analógico em algumas consolas resolveu grande parte dos problemas mais sérios, mas a Nintendo 64 contou apenas com um até ao seu fim de vida. Esse problema foi parcialmente resolvido neste port, não na totalidade porque se não tiverem o circle pad ou uma New 3DS vão ter de se sujeitar ao antigo e perro sistema. No entanto, com o segundo analógico disponível em uma das opções mencionadas anteriormente temos finalmente controlo total sobre a câmara.

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Majora’s Mask é um jogo que se passa ao longo de 72 horas simuladas. O Bomber’s Notebook era essencialmente uma espécie de timeline que nos dava várias indicações sobre os personagens que íamos encontrando ao longo da aventura. Este aspecto foi melhorado, agora é possível vermos as nossas missões activas, as completas e consultar rumores que ouvimos aqui e ali. Isto é excelente para não nos perdermos, se por acaso estiverem muito tempo sem pegar no jogo podem facilmente voltar e perceber o que precisam de fazer a seguir. Ainda melhor é que podemos agora programar alarmes a horas específicas para nos lembrarmos que temos algo para fazer nesse momento. Outra adição que beneficia disto é o facto de podermos viajar livremente no tempo para qualquer hora que o jogador queira. A questão da portabilidade de um jogo como Majora’s Mask beneficia imenso de aspectos como estes que acabam por simplificar as tarefas ao jogador.

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Todos os aspectos novos deste remake são significativos para melhorar aquilo que já era um excelente jogo e felizmente a Nintendo percebeu que eram necessárias certas modificações para “portabilizar” algo deste género. Embora, certas alterações sejam apenas um simplificar do jogo para o público contemporâneo, habituado ao facilitismo. Apesar de ser um jogo com quase 15 anos Majora’s Mask continua a ser um título excelente e uma das provas de que os produtos da Nintendo são sempre construídos com muita dedicação. Este Zelda em específico tem a particularidade de ser algo distinto em termos de ambiente de todos os outros, uma entrada realmente única na série. Para além disso foi um que muita gente não jogou devido a vários factores. Quer tenham jogado ou não o original este é um titulo obrigatório da 3DS e provavelmente o Zelda mais peculiar de sempre, excluindo os jogos da CD-i claro.

up
 Veredicto                                                        
Mais um jogo obrigatório para a 3DS e a melhor maneira de experienciar o Zelda mais peculiar de sempre.
 Plataforma        
 3DS
 Produtora         
 Nintendo
Autor: Ivan Cordeiro Pesquise todos os artigos por

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