The Legend Of Zelda Ocarina Of Time

10
Longevidade : 10/10
Jogabilidade : 10/10
Gráficos : 8/10
Som : 10/10

Review 4×4

Review Principal

Normalmente, começar-se-ia uma análise a Ocarina of Time com um cliché do género “este jogo dispensa apresentações” ou “toda a gente conhece…”, mas a verdade é que ainda existem bastantes jogadores não familiarizados com este título, sobretudo o tipo de jogadores mais casuais, ou menos dados às experiências do mundo Nintendo. A verdade é que é dos jogos com melhores pontuações de sempre (perto de Final Fantasy VII), caso não lidere mesmo a tabela.

Resumindo, Zelda é o segundo título mais popular da Nintendo, atrás de Mario, havendo bastantes fãs e adeptos que consideram o seu personagem principal, Link como sendo mais mascote da Nintendo que o próprio canalizador italiano.

A série mistura todo o tipo de elementos que possam ser favoráveis num único jogo, incluíndo elementos de plataformas, RPG, acção, aventura, num ambiente fantástico-medieval onde co-habitam várias raças de seres, monstros e todo o tipo de missões para Link, o herói da série – distinguido pelas suas roupas verdes (não confundir com o Peter Pan), orelhas pontiagudas (não confundir com um Elfo) e todas as suas armas que lhe permitem resolver diversos tipos de puzzles. O herói deve recorrer a várias dungeons e derrotar os respectivos bosses para obter novas capacidades que lhe permitem progredir na sua aventura.

Ocarina of Time surgiu para a Nintendo 64 em 1998, sendo o 5.º jogo de uma série que esperou cerca de 5 anos por um novo título, fazendo a transição para o 3D (que ainda era bastante recente nos videojogos – e não, não é o 3D dos óculos). A espera valeu a pena, o jogo foi fortemente aclamado por fãs, novos fãs, pela imprensa e só por si era um motivo para obter uma Nintendo 64, apesar da consola ter um catálogo relativamente limitado.

Apesar de ser um título que marca uma revolução em mais que apenas na série Zelda, foi também um ponto de viragem na história dos videojogos; no entanto, Ocarina of Time não deixa de usar bastantes elementos fundamentais dos anteriores jogos (excepto Adventure of Link, um caso à parte em toda a série).

Desde o lançamento do jogo, há cerca de 12 anos atrás, o jogo já reapareceu em diversas ocasiões, mas nunca existiu um remake, até ter sido anunciado para a nova consola portátil. O jogo surgiu numa Edição de Coleccionador na GameCube e mais recentemente na Virtual Console da Wii.

Controlamos Link, um rapaz que vive na Floresta Kokiri mas que é diferente dos Kokiris (tribo de crianças que se vestem de verde) por ainda não ter uma fada (possivelmente equiparável à puberdade), até que este é chamado pela Grande Árvore Deku e recebe uma fada e é-lhe atribuído o dever de salvar o mundo. Para tal, deverá recolher três relíquias, a pedido da Princesa Zelda que possui a Ocarina do Tempo que será crucial para, mais tarde na aventura, avançar (e eventualmente recuar) um período de sete anos – onde controlaremos um Link adulto, capaz de diferentes habilidades e capacidades. Para tal, percorremos diversas masmorras repletas de puzzles e desafios, equilibrando bem a componente de acção e de puzzles, para progredir na narrativa.

Graficamente, Ocarina of Time era um grande marco para a época e dado os outros títulos da altura. Podíamos ter contacto com diversas áreas distintas e coloridas, assim como de modelos 3D primários bem concebidos e renderizados. O mundo de Hyrule era bastante vasto e variado, dando a puxar tanto quanto possível das capacidades técnicas da consola, falo de ambientes como as florestas, as montanhas, o “overworld”, debaixo da água, entre muitos outros ambientes… No entanto, existem críticas que apontam para o facto das dungeons serem algo escuras demais, tendo um aspecto gráfico algo pesado que nos faz querer “despachá-las” tanto quanto possível, dando um sentimento de  “claustrofobia”.

Quem já jogou Ocarina of Time certamente sabe alguma música de cor. O jogo conta com vários temas bastante populares e memoráveis que não passam despercebidos para o jogador. A banda sonora é maioritariamente agradável e notável, transmitindo sensações dependendo do ambiente e contexto no jogo. Ainda hoje ocasionalmente assobio uma ou outra música de videojogos na rua e é com frequência que dou por mim a recordar-me de algo deste jogo.

Os controlos são algo complexos mas rapidamente se aprendem, além de termos um tutorial que nos acompanha ao longo da aprendizagem, não gastando muito tempo. A maior parte do jogo é bastante fluída, existem diversas side-quests, itens secretos e locais para explorar. É daqueles jogos que “não acabam quando acabam” e, uma vez ou outra, poderá dar vontade de voltar a encarnar nas aventuras do rapaz que não tinha fada.

Ocarina of Time é um jogo épico, reconhecido como tal por fãs, não-fãs, imprensa e por jogadores activos de 98, é certamente um dos melhores jogos de sempre. Temos bastante sorte em ter um remake a caminho. De qualquer forma, é um título que de uma maneira ou outra está presente em diversas consolas da Nintendo e que qualquer jogador, sendo fã de Zelda ou não, deverá experimentar. Pode não ser um título actual, requerer alguma paciência, mas certamente o jogador será recompensado.

Visto por: Tommaso Veronesi

 

Zelda Z quê? Pois é meus amigos eu venho defender aqueles que sentem uma certa aversão a meninos que envergam espadas e escudos de madeira em cavalinhos de brincar. Neste jogo a aventura têm como base, correr de um lado para o outro, conhecer variadas personagens, fazer muitos amigos, e descobrir os seus mistérios, e claro sem esquecer o lado mais chato de tudo isto, ler… ler…Na minha perspectiva (sem querer ofender os apaixonados do género Zelda) este título deixa-nos aborrecidos numa imensidão de diálogos… Aconselho apenas este título somente aos verdadeiros amantes da série.

Pontuação: 4

 

Visto por: Luís Filipe Teixeira

 

Foi com uma enorme ansiedade que aguardei a chegada deste jogo. Nunca soube explicar bem o porquê de tal coisa. Terá sido o facto de podermos controlar um personagem com várias idades ao longo do jogo? Ou o facto de podermos manusear a espada de mil e uma maneiras? Nunca tinha acontecido tal coisa. E o enorme mundo à espera de ser explorado? Cheirava-me a liberdade. O momento em que pude finalmente dar o primeiro passo com Link ficar-me-á na memória para sempre. Foi algo mágico que nunca mais irei presenciar noutro jogo por melhor que esse seja.

Pontuação: 10

 

Visto por: Gonçalo Tordo

 

Considerado por muitos como o melhor da saga, Ocarina Of Time mostrou-nos como podemos passar uma franchise do 2D para o 3D mantendo toda a qualidade a que estávamos habituados (algo raro para a época) os gráficos e a banda sonora eram brilhantes. O que eu mais apreciei no jogo foi andar a cavalo pelos campos abertos de Hyrule, é só uma pena que alguns dos puzzles do jogo fossem tão frustrantes. Ainda hoje tenho pesadelos com o templo da água.

Pontuação: 8

 

 

 

Autor: Ricardo Gouveia Pesquise todos os artigos por

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