The Legend of Zelda: Tri Force Heroes

Ménage à Trois!

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Não faz muito tempo, desde a última vez que Link esteve na 3DS numa excelente aventura entre mundos, que agora regressa e com mais dois amigos! Tri Force Heroes aproveita o motor e grafismo do título anterior, para nos trazer um jogo de acção e aventura, que é essencialmente pensado para jogar a três. Quem conhece o anterior e, na generalidade toda a série Zelda, saberá que tipo de experiência esperar. Com bombas, setas e boomerangs vamos activando interruptores, descobrindo passagens secretas e enfrentando inimigos, numa mistura entre acção e puzzles. A diferença é que, desta vez, Link não é um herói solitário, traz consigo mais dois sósias, com as quais só trabalhando em conjunto será possível vencer os desafios.

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Aproveitando a nova moda da Nintendo de andar tudo às cavalitas (bem presente em Super Mario Maker), os três personagens terão que, frequentemente, trepar uns por cima dos outros para resolver os puzzles tradicionais desta série, com o twist, desta vez, a funcionar, sobretudo, a vários níveis de altura. Esta ideia faz, portanto, bom uso do 3D estereoscópico da 3DS com os personagens a aproximarem-se de nós quanto mais alto estão.

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A partir da típica vilazinha central, poderemos falar com vários personagens e entrar em lojas. Porém, não esperem uma navegação em mundo semi-aberto, como em A Link Between Worlds, nem uma progressão tão narrativa, como nas aventuras principais da série, nem assim poderia ser. Visto o foco ser o multiplayer, não seria, certamente, prático contar com uma história e exploração tão desenvolvidas como nos restantes títulos. Em vez disso, a experiência é mais directa ao assunto, sendo que é através dum mapa/lista de missões que vamos directos à acção, o que por mim, até nem é pior.

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Se optarmos por nos aventurarmos sozinhos, teremos na mesma dois companheiros por perto, mas que não se movem automaticamente, ficando congelados e com aspecto de bonecos de voodoo, enquanto esperam que alternemos para cada personagem para lhes dar vida. É algo estranho ver Links empalhados pelo ecrã, mas é uma boa opção, visto serem invulneráveis, o que faz com que só tenhamos que nos preocupar, verdadeiramente, com um personagem de cada vez. Assim, alternamos entre personagens, um pouco ao jeito do clássico Lost Vikings da Blizzard, e temos que coordenar esforços entre os três para resolver os desafios. Na minha opinião, neste modo solitário os controlos não estão muito bem pensados. O problema é que, quando se anda às cavalitas o personagem que tem os pés assentes no chão é o único que pode definir a direcção para onde todos estão virados. Senti alguma frustração em ter que alternar entre personagens para ganhar distância de um inimigo, mudar para o Link às cavalitas para disparar no seu ponto fraco mais alto e perceber que estou virado na direcção errada. Então voltar a seleccionar o Link da base, rodar para a direcção correcta, seleccionar o Link do meio ou topo e disparar, voltar a seleccionar o da base para continuar a andar… ufa, que trabalheira e confusão desnecessárias! Apesar disso, não deixa de ser um bom modo que, devido às suas limitações, torna os desafios consideravelmente diferentes do modo multiplayer.

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Mas, verdade seja dita, o jogo foi feito pensando nos vários jogadores. O modo cooperativo permite, portanto, que três jogadores locais (em modo download play) ou online, resolvam, conjuntamente, os desafios, seja puzzles ou matar bosses que, essencialmente, funcionam também como puzzles. O modo cooperativo local é, sem dúvida, o mais divertido, pois podemos falar directamente com os nossos colegas de equipa e, além de ser mais fácil coordenar acções desta maneira, cria também uma dinâmica muita divertida. Neste sentido é um jogo perfeito para serões bem passados com mais dois amigos.

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No que toca ao multiplayer online, o funcionamento é o mesmo, mas a única forma de comunicar é através de oito expressões com mensagens, desde “aqui”, “atira”, “salta para as cavalitas” ou “não sei que queres que faça”. Apesar de estarem lá as mensagens mais importantes, utilizá-las para comunicar acções conjuntas é, basicamente, como tentar construir um móvel do Ikea apenas com recurso a mímica… é possível e engraçado, mas não é a forma mais eficaz de se comunicar e trabalhar. É preciso referir, contudo, que nos nossos testes o lag fez-se sentir e tal, obviamente, nunca é desejável… se puderem, joguem com os amigos junto a vocês, porque assim é que vale mesmo a pena.

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O jogo brilha, principalmente, quando cada personagem tem que utilizar um item diferente para resolver uma situação conjunta e ninguém pode ficar para trás, até porque, como a vida é partilhada por todos, é preciso espírito de entreajuda (além de sorte para não apanhar nenhum trengo pelo caminho). Existe também um modo de batalha todos contra todos que, apesar de ser apenas uma pequena distracção inconsequente, dá para proporcionar umas boas risadas.

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Falta ainda referir que, neste jogo, todos são muito vaidosos. Assim, comprar diferentes roupas é, não só a temática geral, mas também uma mecânica de power-ups que facilitam as tarefas. É uma justificação para uma ideia um bocado pateta, mas pronto, nada demasiado memorável ou intrusivo (se bem que ver o Link com um vestido de princesa Zelda é algo perturbador).

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The Legend of Zelda: Tri Force Heroes não é uma verdadeira nova sequela desta série, mas um título paralelo, mais directo ao assunto e a uma quase utilização como party game. Não existem muitos videojogos que o façam bem e de forma tão interessante, por isso, este é mais um título de grande qualidade para a portátil da Nintendo.

up
Veredicto
A união faz a força e este é um óptimo exemplo. Jogado sozinho não é mau, mas a três é excelente!
Plataforma
3DS
Produtora
Nintendo
Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

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