The Sly Trilogy

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Longevidade: 8/10
Jogabilidade: 8/10
Gráficos: 8/10
Som: 8/10

Boas mecânicas | Jogabilidade fluida | Bom jogo de plataformas e aventuras

Alguns posicionamentos de câmaras altamente falíveis e que complicam a jogabilidade

A Sony vai confirmando aquilo que anunciou como sendo um bom ano para todos os que possuem uma Vita. Além do lançamento do modelo slim apenas para algumas partes do mundo, já que para Portugal ainda não é conhecida qualquer data, vamos poder ainda contar com alguns jogos de renome e até bundles. Um dos primeiros títulos com o qual vamos poder contar, e que irá ser disponibilizado no dia 16 de Abril, é precisamente The Sly Trilogy, que reúne três jogos da série previamente lançados para a PS2: Sly Cooper: Raccoonus, Sly 2: Band Of Thieves e Sly 3: Honor Among Thieves.

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Sly é um guaxinim especializado nas mais variadas artes, que com o seu grupo de amigos e fiéis companheiros, Bentley (uma tartaruga que é o cérebro das operações) e Murray (um hipopótamo que representa o elemento da força), vivem as mais espectaculares aventuras. O mundo de Sly pode contextualizar-se como sendo passado na última década do séc. XX, no qual representa o último descendente de uma linhagem de assaltantes mestres. O primeiro episódio é o mais direccionado para as origens de Sly, já que este tenta assim recuperar um importante livro “Thievius Raccoonus”, a bíblia familiar por assim dizer, e durante o qual assassinaram o seu pai.

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Como habitualmente nestas histórias, o vilão de serviço é Clockwork um astuto falcão com quem Sly vai medir forças ao longo da série e com quem não deixa de ter um passado importante. Clockwork morre (aparentemente) no final do primeiro episódio mas em Sly 2: Band Of Thieves (o segundo título disponibilizado nesta trilogia), volta a ser o ponto de partida de toda acção, com a tentativa de ressuscitação por parte de Grande Garra. Neste segundo episódio ressurge a Inspectora Carmelita, uma das principais opositoras de Sly, mas por quem nutre sentimentos igualmente díspares. Sly 3: Honor Among Thieves é o terceiro capítulo a acompanhar a trilogia, e é a continuação directa do seu antecessor, no qual terá de combater um novo inimigo, Dr. M, um misterioso e perigoso primata.

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Sly é perito nas artes marciais e domina essencialmente o seu bastão com um gancho dourado na extremidade, arma de família. É um exímio equilibrista, faculdade aliás muito frequente durante o jogo, já que na grande maioria das vezes tem de recorrer a tal para conseguir aceder a locais de outra forma inacessíveis, ou percorrer longas distâncias em slide em cordas ou cabos suspensos. Tal ajuda particularmente a jogabilidade de todos os títulos, apesar de em cada um deles podermos observar certas especificidades. Comum aos três jogos é o universo fantasioso com animais falantes, que facilmente se poderia enquadrar nos finais do séc. XX, e com um estilo cartoonish, visualmente mais direccionados para um público infantil, para o qual os animais escolhidos para cada personagem estão directamente relacionados com as características destes. A sua caracterização é um dos pontos que mais me fascinou, visto que a informação passa muito rapidamente, mesmo para quem não conheça ou tenha background nas histórias de Sly e amigos.

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O avançar da história, ou histórias neste caso em concreto é feita a partir de níveis, ou desafios, no quais teremos que combater um boss no final, compostos por um determinado número de vidas e checkpoints variáveis dependendo do episódio em questão. No primeiro, quando todas as vidas foram gastas, obriga-nos a voltar ao início de todo o nível, mas por exemplo, no último capítulo da trilogia, já é possível irmos avançando no cenário, mesmo após a nossa morte, já que existe uma “barra” de energia, que apenas quando é esgotada, nos remete para o início. De outra forma, vamos podendo avançar.

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As mecânicas de jogo, e principalmente na Vita, estão bastante aprimoradas ao nível dos controlos das personagens, onde não é particularmente complexo ordenarmos Sly e amigos, mas o mesmo já não acontece nas perspectivas que a câmara por vezes assume. Tratando-se de três títulos que facilmente se consideram como sendo de plataformas, e que possui situações em que temos que saltar entre estas sem estarem na mesma direcção, pode tornar-se realmente frustrante, já que por vezes, é praticamente impossível colocar o personagem na orientação certa. Apesar de ser um problema já recorrente na jogabilidade de Sly na Vita (Sly Cooper: Thieves In Time), acaba por não ser primordial já que por norma existe tempo para o jogador preparar devidamente os seus movimentos.

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A adaptação para a Vita parece ter sido bastante acertada. Primeiro consegue utilizar a totalidade de funcionalidades da consola (apesar de nem todas possuírem o mesmo grau de importância) e segundo, são três jogos que se adequam na perfeição à portabilidade da Vita, facilitando a jogabilidade em qualquer local. Também os analógicos e restantes botões estão correctamente associados às principais funções, tornando tudo mais fluído. Contudo, trata-se de um port, o que poderá não chamar alguns utilizadores que já o tenham experienciado na PS2. Tal não foi o meu caso, e talvez por isso, tenha ficado com uma ideia bastante positiva, tanto dos jogos em si, como da mecânica destes.

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Os três títulos aparecem na Vita de forma independente, e sem qualquer tipo de obrigatoriedade entre eles. Isto quer dizer que é possível saltarmos entre eles sem grande critério, apesar de, tal como no cinema, ser logicamente mais interessante jogar na ordem de lançamento do que intervalá-los. Apesar de no fundo termos acesso a três jogos em um, o seu sucesso irá realmente depender do preço final a que for comercializado, bem como a capacidade de conseguir atrair antigos, como novos seguidores das aventuras de Sly Cooper. Que os três jogos têm potencialidade para isso, já sabíamos, mas a Vita também dá novas cartas. Muito se deve à boa adaptação do port, já que se encaixa bem nas funcionalidades da consola, porém e como foi referido, também poderá afastar alguns apenas porque se trata de uma… adaptação. Contudo, não posso deixar de referir que experimentar as vivências deste guaxinim equilibrista e amigos, neste trilogia, é efectivamente uma experiência imensamente agradável e plena de entretenimento!

Autor: Andre Santos Pesquise todos os artigos por

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