The Swindle

Golpada britânica!

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Tudo a postos na base voadora. O edifício: escolhido; a cidade: Londres. A missão: roubar todos os valores; Sir Charles: pode avançar! Passaram 5 minutos, os alarmes foram accionados, algo não correu bem! Sir Charles foi apanhado!!! Abortar missão e enviar outro agente para nova localização!!! Esta comunicação resume o conceito de The Swindle, mais um jogo da Curve Digital, para a Wii U. Numa mistura entre plataformas 2D e stealth, tentaremos provar ser o mais eficiente gangue de ladrões na zona de Londres.

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Não escolhemos quem somos, nem isso interessa muito pois, caso a missão corra mal, existe sempre outro membro do gangue para tomar esse lugar. Começamos num avião que nos serve de base e no qual poderemos gerir o dinheiro ganho para comprar novos itens ou fazer upgrade de habilidades. Assim que estejamos a postos, somos lançados ao alvo, a partir duma capsula que aterra com espectacularidade nas imediações e aguarda o nosso regresso como veículo para fuga.

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A partir daí, pé ante pé, esgueirando-nos por portas encostadas e pelas costas de polícias, lá vamos invadindo os edifícios e roubando o dinheiro que encontramos. Apesar dos agentes da lei contratados sofrerem dum grau elevado de miopia (não vêem muito mais do que três palmos), as missões não são fáceis e é muito normal que, a certa altura, façamos soar um alarme. Quando isso acontece, mais vale fugir com o rabinho entre as pernas pois a tarefa torna-se extremamente complicada e, além disso, há sempre mais edifícios a assaltar.

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É interessante termos a opção de jogar pelo seguro e fugir, sendo que só os mais corajosos e habilidosos arriscarão a continuar a missão sem serem apanhados. A apresentação do jogo é muito boa, com um estilo de desenho à mão e ambiente steampunk que lhe dão um ar bastante artístico e distinto, seja visto ao longe ou ao pormenor. Dos cenários aos personagens, a expressividade e construção visual são muito boas, algo que é de louvar, visto que, tanto uma como a outra, são geradas dinâmica e aleatoriamente pelo sistema de jogo. Mesmo assim, conseguem manter coerência e um bom aspecto.

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The Swindle está muito bem conseguido, principalmente a nível dos personagens, muito expressivos, o que mostra bastante cuidado na construção do sistema. Quanto à dificuldade que a geração aleatória de cenários pode trazer, podemos dizer que, pela nossa experiência, está relativamente bem nivelada entre si… o que significa que a maior parte das vezes não é pêra doce! Ou seja, apesar de The Swindle ser muito imediato, conseguir dominar os movimentos dos personagens (algo rígidos) e ganhar a prática para deslizar e fugir silenciosamente entre as paredes, escanado triunfalmente, não é para qualquer um.

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A estrutura do jogo é um pouco repetitiva, sendo mascarada por mudanças dos backgrounds e pela geração aleatória de níveis. Isto faz com que não se jogue duas vezes a mesma situação, mas isso poderá não ser o suficiente para aliciar o comum jogador que, certamente, sentirá algum cansaço com o tempo. Por outro lado, com a devida persistência para começar a dominar o sistema, a ideia de passar mais um e outro nível, sem nunca saber o que se espera, é cativante e viciante.

up
Veredicto
Não é um jogo para todos, é difícil e algo repetitivo, mas também desafiante e visualmente apelativo.
Plataforma
Wii U
Produtora
Curve Digital
Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

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