Time Crisis Razing Storm

6
Longevidade : 4/10
Jogabilidade : 6/10
Gráficos : 6/10
Som : 6/10

Embora os jogos de Arcadas já não sejam tão populares como na década passada, a verdade é que é uma experiência obrigatória pela qual todos os gamers devem passar. Quem não teve a oportunidade de jogar Daytona USA com mais 7 amigos, numa interminável fila de máquinas de arcada? De fazer co-op em Metal Slug disparando contra tudo o que se mexia e lutando pela libertação dos reféns para obter o highscore mais alto?

E dentro dos títulos mais populares de sempre das arcadas, surge Time Crisis, rei e senhor dos Rail Shooters. Esta franchise têm feito os gamers largarem incontáveis moedas nas máquinas, e a verdade é que poucos as acham mal gastas. Mas como se portará o mais recente título desta saga quando confrontado com a tecnologia de detecção de movimentos da Sony? Conseguirá o Move reproduzir fielmente a experiência do apontar e disparar da arcada?

Em termos de jogabilidade, o jogo apresenta duas vertentes bastante distintas, o modo arcada e o modo história.

No modo arcada devo dizer que a Namco-Bandai fez um bom trabalho em conseguir adaptar a jogabilidade e experiência obtida nas arcadas para o cenário mais caseiro, especialmente para quem possuir a pistola de acessório para o Move, [Atenção na escolha desta. Não incorram no erro de optar por algo vistoso face a funcional. Se a pistola não tiver peso no punho para contrabalançar o comando, acabam apenas com um pedaço de plástico na mão que não vos transmite a sensação de estar a segurar numa pistola] ficando apenas a faltar o pedal para nos sentirmos dentro duma arcada recém construída em nossa casa.

Este modo é o típico modelo de Rail Shooter, onde a nossa personagem é conduzida ao longo do cenário, deixando-nos apenas com três preocupações, disparar, recarregar a arma e procurar refúgio para nos protegermos de diversos tipos de ataques na nossa direcção. Ao contrário do seu antecessor, neste não temos a possibilidade de alterar manualmente entre armas, sendo que estas também acabam por ser escolhidas de forma automática consoante a situação em que se encontram. Por outro lado, esperem bastante mais acção e quantidades bastante mais alucinantes de inimigos… neste título o gatilho não têm descanso.

No modo história, houve uma tentativa de criar um third person shooter com o espírito de rail, mas esta tentativa falha clamorosamente. O objectivo seria fazer face as críticas do jogo permitir pouca liberdade de movimentos, mas o resultado obtido á algo muito inconsistente, especialmente porque se esqueceram que com este paradigma teriam de ter uma inteligência artificial mínima nos nossos inimigos. A procura de abrigos seguros é outro dos aspectos mais negativos deste modo, sendo que apenas o podemos fazer em locais pré-definidos, e o seu uso é bastante difícil de coordenar com tudo o resto. Neste modo o maior desafio acaba por ser a tentativa de nos mexermos e dispararmos ao mesmo tempo.

Entrando em detalhe relativamente aos controlos, obtemos experiências bastante diferentes entre modos. No modo arcada, o comando Move depois de correctamente configurado é extremamente fiável e preciso, podendo por vezes ser apenas um pouco mais fluído, mas é algo que passa despercebido no frenesim da luta. No modo história, em junção com o comando Move temos também que fazer uso do comando normal (ou o comando de navegação do Move), sendo o primeiro responsável pela mira e controlo de câmara, e o último pela movimentação da nossa personagem. Esta experiência torna-se bastante confusa, porque os movimentos e o controlo de câmara parecem não ser os mais adequados, perdendo-se bastante a parte intuitiva e simples deste tipo de jogos, para algo que requer bastante aprendizagem e controlo… e mesmo assim parece nunca se eliminar totalmente os movimentos involuntários da câmara.

Em resumo, Time Crisis Razing Storm é um bom jogo para quebrar o jejum das arcadas, falhando estrondosamente quando tenta fazer mais que isso. A longevidade é bastante curta, mal que herda do género, mas que podia ter sido melhorado na versão consola. Para quem não é fã de arcadas, ou espera uma experiência mais similar aos shooters tradicionais, esqueçam este jogo. Para os restantes é um jogo sempre divertido de jogar com um amigo ao lado, e tendo em conta o reduzido catálogo de jogos Move e o facto deste título trazer dois jogos adicionais (Time Crisis 4 e DeadStorm Pirates), acaba por ser uma compra que vale o dinheiro, especialmente se o importarem.

Autor: Jorge Fernandes Pesquise todos os artigos por

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