Toki Tori

7
Longevidade: 7/10
Jogabilidade: 8/10
Gráficos: 6/10
Som: 6/10

Muitos níveis e power-ups interessantes

Falta-lhe o editor de níveis da versão PC

Talvez poucos de vocês se lembrem mas Toki Tori já marcou presença nas consolas da Nintendo, mais especificamente no Gameboy Color no longínquo ano de 2001. Depois de o seu remake ter passado pelos PCs, smartphones e tablets regressa à casa mãe com um título descarregável na eShop. Tudo gira à volta dum pintainho amarelo (cujo nome dá o título ao jogo) numa caminhada (sim, porque não anda muito rápido) para salvar os seus irmãos ainda não nascidos (ou seja, ovos). Os cenários de cada nível são simples e construídos como um puzzle que teremos que resolver. Cada Mundo enquadra-se numa temática, da típica selva a um castelo ou esgoto.

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Inicialmente contamos apenas com as habilidades básicas de Toki Tori, ou seja simplesmente podemos andar dum lado para o outro pois somos um pintainho que nem voa mas, com a progressão dos níveis teremos acesso a itens especiais e até mesmo armas (o que é um toque inesperado num jogo de aspecto tão inocente). Poderemos construir pequenas pontes mas também criar portais de teletransporte e congelar inimigos. Ora aí estão habilidades pouco comuns para o típico galinheiro mas é precisamente a inclusão das mesmas que vai tornando a progressão dos níveis cada vez mais interessante.

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Em termos de opções de controlo podemos utilizar o touch screen como se jogássemos num tablet e o jogo pode efectivamente ser encarado nesta sua vertente portátil ou então utilizar os botões do comando, optando igualmente por jogar no ecrã de televisão ou apenas no gamepad. No fim de contas, esta é uma das versões mais completas de Toki Tori e para quem gosta de jogos de puzzle/plataformas decerto não se desiludirá com a qualidade e quantidade de níveis aqui disponíveis, sendo apenas pena que não tenha sido incluído o editor de níveis existente no PC.

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No que toca a gráficos, esperem um visual cartoon agradável mas que não surpreende, tornando-se um pouco genérico. O mesmo pode ser dito relativamente à banda sonora, não impressiona nem fica no ouvido (para o bem e para o mal) mas acompanha bem. Não existem dúvidas das capacidades da Two Tribes quanto ao desenvolvimento de excelentes jogos de puzzle que, além de encontrarem nos tablets um espaço natural, mostram-se como uma óptima opção para quando se vêem com apenas alguns minutos para pegar na vossa consola.

Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

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