Undersiege

7
Longevidade : 7/10
Jogabilidade : 7/10
Gráficos : 8/10
Som : 4/10

Gráficos bons | Muito táctico | Um bom editor de níveis

Salas online vazias | Framerate inconsistente | Fraca apresentação | Dificuldade frustrante

Review 4×4

Review Principal

UnderSiege é o último jogo criado pelo ainda recente estúdio português Seed Studios. No entanto, é o primeiro a adquirir (alguma) fama a nível internacional, o que se deve em parte aos apoios da Sony e ao facto de ser um dos poucos RTS criados com uma consola em mente.

Visão geral do jogo

Em Under Siege assistimos à história de Eirik, Kari e Asgeir na sua luta contra o reino ditatorial da cidadela dos humanos e a forma em como estes e o seu bando de rebeldes se vêem envoltos numa invasão de monstros desconhecidos que surgiram sem aviso e atacam todas as raças e civilizações indiscriminadamente. Não posso dizer que a história ou as personagens sejam originais ou sequer interessantes, felizmente os diálogos podem ser facilmente ignorados, até porque (felizmente) o jogo não faz grande questão de no-los impingir. Talvez se os diálogos tivessem actores e não fosse apenas texto ainda podia criar algum interesse limitado, mas isto é um jogo PSN e os orçamentos destes não costumam ser os maiores.

Jogabilidade

Ao contrário de outros RTS, em Under Siege não há construção de bases nem temos de gerir recursos no sentido clássico. Em vez disso, ao iniciarmos uma missão teremos de contratar um número limitado de esquadrões com as suas respectivas forças e fraquezas. Isto traduz-se num jogo cujas batalhas são todas em pequena escala, raramente vemos mais do que três ou quatro dúzias de unidades no ecrã e, se esse número já parece limitado, quando comparado com jogos como Halo Wars, imaginem o quão pequenas as batalhas nos parecem quando comparadas ao Supreme Commander ou à saga Total War. Infelizmente, penso que mesmo este pequeno número de soldados às vezes seja demasiado para a PS3, isto por a framerate nem sempre era consistente.

No entanto não pensem, lá por as batalhas serem pequenas, que o jogo é fácil, muito pelo contrário, vai exigir uma grande micro-gestão da vossa parte logo nas primeiras missões e, infelizmente, eram frequentes as vezes em que o comando simplesmente tinha dificuldade em acompanhar os meus pensamentos ou  as ordens que eu queria dar – não quero com isto dizer que os controlos sejam maus; tendo em conta as sua limitações estes até são muito intuitivos e  lembram os de Halo Wars, mas a verdade é que não conseguem substituir o teclado e rato.

O jogo possui também alguns elementos RPG, as nossas unidades podem subir de nível à medida que lutam; se perdermos alguma unidade, ou até um esquadrão inteiro, teremos de recrutar outro no nível seguinte. Existem poções de defesa, ataque ou cura e em cada missão podemos ganhar dinheiro ao derrotarmos inimigos ou encontrando tesouros escondidos no mapa, incentivando a exploração a dinheiro – que pode ser utilizado para contratar novas unidades ou treiná-las. Isto é especialmente útil, porque podem chegar a um ponto em que, apesar de terem cumprido todos os objectivos, perderam demasiadas das vossas forças e já não têm como completar a missão seguinte. Esta ocorrência torna-se ainda mais comum quando descobrimos que só podemos salvar o jogo depois de completarmos cada nível.

Num jogo deste género seria de esperar que existisse uma grande variedade unidades inimigas e amigáveis, mas tal não acontece: existem apenas nove tipos de esquadrões controláveis (e dois deles são demasiado semelhantes entre si) e dez géneros de inimigos, não incluindo os bosses. Felizmente estes possuem habilidades especiais como curar, proteger ou atrair atenção dos inimigos, o que sempre acrescenta um elemento estratégico.

Algo que me impressionou muito no jogo foi o editor de níveis – este não é bastante simples de usar e permite a criação de mapas surpreendentemente complexos, com triggers, diálogos, ordens específicas para a inteligência artificial e até pode ser jogado online com amigos. Esta versatilidade é algo em que a Seed Studios sem dúvida se destacou, até porque não consigo pensar em nenhum RTS para consolas que venha com editor, quanto mais com um deste calibre.

O online do jogo tem os modos básicos como deathmatch e captura de território – e até podemos alterar algumas opções de cada mapa como desejarmos. Infelizmente, as salas online estão vazias, pelo que apenas consegui fazer dois jogos e em ambos o meu oponente saiu a meio, algo que no jogo não conta como uma vitória.

Gráficos

Graficamente é muito agradável, as texturas do jogo são possivelmente as melhores que já vi num RTS para consolas: mesmo com o zoom no máximo estas são muito atraentes, sendo ainda ajudadas pelos vários locais que visitamos, desde montanhas gélidas, passando por florestas, planícies, savanas e masmorras.

Infelizmente não posso dizer o mesmo das animações de combate: são lentas, robóticas e têm pouca vida, muitas vezes parece que os soldados nem se estão a tocar quando lutam.

Som

A banda sonora não é nada por aí além, aliás, eu acabei o jogo e não me consigo lembrar de uma única música. Não quero dizer que este seja má, simplesmente não é memorável. O melhor que posso dizer dela é que existe. Isto também não é ajudado pelo facto de não existirem vozes algumas (mesmo quando damos ordens aos nossos homens apenas ouvimos gritos ou grunhidos).

Longevidade

A Campanha está dividida em cinco capítulos. Cada um contém entre três a cinco missões – excluindo as dificuldades e troféus, não existe grande vantagem em repeti-la, mas  se tiverem uma boa imaginação podem criar os vossos próprios mapas ou convidar um amigo para uma partida online… apenas não esperem encontrar salas com outros jogadores.

Em Resumo

UnderSiege é um bom jogo; sinto que o seu maior ponto fraco foi o seu orçamento: se a história, animações de batalha e a música fossem melhores podia ter sido lançado fisicamente e até teria conseguido boas pontuações. É óbvio que a Seed Studios tinha muita imaginação e, de facto, acrescentou elementos que até agora nunca tinha visto num RTS para consolas. Esperemos que haja um UnderSiege 2 e que consigam acrescentar os elementos que faltaram à sua prequela.

Visto por: Diogo Cunha

 

Embora não seja grande apreciador de jogos de estratégia, principalmente em consolas, é bom saber que um grupo de portugueses conseguiu criar um jogo que não fica nada a dever aos títulos com grandes orçamentos. Os gráficos e sons são admiráveis, a campanha é interessante e a jogabilidade é eficaz (mesmo tendo usado o esquema de controlos com comando normal). Under Siege oferece também um editor de níveis que me faz perder mais tempo de jogo do que na própria campanha e online juntos. É o extra que mais adoro neste tipo de jogos, embora o de Under Siege não me tivesse conquistado.

Pontuação: 6

 

Visto por: Jorge Fernandes

 

Under Siege é um jogo de estratégia em tempo real bastante desafiante, onde o jogador tem sempre de estar em cima do acontecimento, controlando vários focos de batalha e as distintas unidades que possui, pois só através de uma mestria das suas habilidades especiais é que se conseguirá avançar com sucesso no jogo. Ao jogo fica a faltar a possibilidade de gravar durante o nível (para ser acessível a jogadores menos experientes), mais algum controlo em certas personagens (como ordenar aos gunners para atacar uma determinada posição sem nossa intervenção) e uma correcta calibração para o uso do move.

Pontuação: 8

 

Visto por: João Sousa

 

Não sendo definitivamente um fã do género ”jogos de estratégia”, reconheço que Under Siege é um trabalho bem executado com um intro movie que fará certamente inveja a muitos jogos internacionais. É sobretudo um exemplo da coragem de seguir os nossos objectivos que deverá sem dúvida ser apoiada pelos gamers nacionais e internacionais.

Pontuação: 8

 

 

Autor: Goncalo Tordo Pesquise todos os artigos por

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