Yoshi’s Woolly World

Lã no verão? Só mesmo com o Yoshi.

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Os jogos Yoshi sempre tiveram um visual muito particular e este não é excepção. Quase todo o universo é composto por lã: os cenários, os objectos e os próprios personagens. Até nós e os nossos ovos fomos substituídos por rolos de lã e isso vai-se reflectir na jogabilidade. Ao lançarmos um rolo de lã para uma planta piranha, por exemplo, tapamos-lhe a boca com fios. Ao andarmos para a frente, passado um bocado as nossas patas transformam-se em rodas de lã. As paredes, também elas de lã, podem ser movidas para o lado, revelando passagens secretas. Outras paredes e objectos que apresentam fios soltos desfazem-se ao puxarmos por eles com a nossa língua. Mas também podemos tricotar certos objectos e plataformas, desvendando novas possibilidades. Enfim, está visto que este visual foi escolhido com o propósito de ir mais além. Se Kirby’s Epic Yarn já apresentava esta mecânica, o amigo Yoshi leva-a bastante mais além com um tipo de jogabilidade deveras mais complexo, indo ao encontro de Yoshi’s Island. E mesmo os inimigos. Se na realidade a maior parte deles já os conhecemos, também é verdade que devido ao seu novo visual, parecem-nos ter uma nova frescura.

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Mas o jogo do Kirby saiu quando estava frio e lã é a última coisa em que pensamos agora que estamos no verão… A verdade é que os cenários super coloridos, o céu alegre, a música acompanhada de assobios e efeitos sonoros divertidos (a voz do Yoshi continua querida como sempre), deixam-nos num estado de espírito deveras alegre. O sol brilha na nossa cara.

A história é simples como qualquer jogo Mario. O feiticeiro Kamek desenrola sem aparente razão todo o bando de Yoshis de lã em rolos. Todos? Nem por isso, pois alguns conseguem-se esconder, cabendo-lhes agora salvar os amigos. Para isso, temos que encontrar em cada nível 5 flores sorridentes (que desbloqueiam níveis bónus), uma série de carimbos Miiverse e 5 rolos de lã, que são os nossos amigos transformados. Os Yoshis que são salvos ao longo do jogo, tornam-se jogáveis. Não só têm nomes engraçados, como se apresentam nas mais variadas cores. Cada um vai ter o seu favorito, aposto.

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E se acham que as cores são a única variedade que vamos encontrar entre os Yoshis, é porque ainda não falei das várias transformações possíveis. Encontrando-nos num mundo composto por lã, tudo é possível. Sem querer estragar muitas surpresas, pode acontecer, por exemplo, transformarmo-nos num guarda-chuva e ser levados pelo vento para locais inimagináveis. Outra transformação fantástica é a de uma mota. Existe realmente imenso por explorar aqui e nunca sabemos o que encontrar a seguir. Como forma de aumentar as horas de jogo, temos também certas tarefas extra para cada nível, depois de concluído pela primeira vez.

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Variedade é o que não falta também nos imensos níveis. Se no início vamos encontrar uma espécie de homenagem ao Yoshi’s Island, os níveis a seguir são completamente originais. São suficientemente largos e, mais importante de tudo, nunca senti que estivesse a jogar o mesmo tipo de nível duas vezes. É tão bom voltar a assistir a esta característica que já a saga Donkey Kong Country conseguiu fazer tão bem. Sabemos em que nível nos encontramos pelo simples facto de estarmos lá. Seja pelas diferentes mecânicas, seja pelo mundo em si. Novidade atrás de novidade é aquilo que tanto pedimos nos videojogos e aquilo que vamos encontrar aqui.

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Como qualquer jogo deste universo, temos uma única resposta à pergunta se este é para crianças, para adultos ou até saudosistas. É para todos eles. A questão é que é incrivelmente simples adaptarmo-nos à mecânica do jogo ou até completarmos um certo nível, mas se quisermos apanhar tudo o que há para apanhar e chegar aos 100%, então as coisas já não são assim tão fáceis quanto isso. Mas como está na moda agora haver sempre um modo fácil – e ao qual discordo, pois retira a “obrigação” de completar o jogo “como deve ser” – podemos mudar de Classic Mode para Mellow Mode sempre que quisermos. É carregar no Pause e ir ao Menu. O próprio nome Classic Mode remete para a jogabilidade à moda antiga (!). O Mellow Mode oferece ao nosso personagem umas asas. Com a ajuda destas, podemos terminar o nível nas calmas, sem qualquer dificuldade. Além disso, possuímos mais vida, é-nos permitido recomeçar uma luta contra o boss imediatamente após, escolhermos ficar imunes ao fogo e por aí fora… Enfim, este modo é mesmo só para os mais inexperientes.

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A ajuda mais viável, a meu ver, vem em forma de multijogador! São 2 os jogadores a poderem percorrer os níveis ao mesmo tempo, o que é sempre uma mais-valia neste tipo de jogos. Se por acaso não tivermos mais ninguém com quem jogar e quisermos ter um segundo Yoshi ao nosso lado na mesma, não há problema. É só colocar o amiibo Yoshi no comando e voilà! Podemos acrescentá-lo e removê-lo a qualquer altura com um simples toque no comando. E digo-vos que, às vezes, esta função pode ser útil. Já me aconteceu ficar sem bolas de lã para as atirar em momentos cruciais e tive de chamar o segundo Yoshi para resolver o assunto.

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É claro que com a chegada do jogo, surgem também novos amiibos Yoshi. Estes são especialmente engraçados, pois são feitos de lã. Não, não têm o formato de lã. São mesmo compostos por lã! O amiibo Yoshi já existente continua a funcionar na perfeição, claro. No entanto, com esse o “segundo jogador automático” já não se apresenta em forma de lã no ecrã. Mas então e se usarmos o amiibo Mario, Donkey Kong, Link ou os muitos outros que há por aí? Em vez de ficarmos com um segundo Yoshi no jogo, é criada uma fusão entre o nosso Yoshi e esse mesmo amiibo, ou seja, jogamos com um Yoshi que possui as cores do Mario, por exemplo. A dedicação colocada neste tipo de pormenores é incrível.

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Yoshi’s Wolly World é lindo. Visualmente claro, mas também em termos de level design. Se a jogabilidade e comandos é semelhante ao já velhinho Yoshi’s Island, também é um facto que apresenta novidades que nos entusiasmam a continuar. Aliás, com a quantidade de jogos que há por aí para jogar e que nos fazem querer terminar um o quanto antes, para começar já o próximo, este é daqueles que pessoalmente me satisfez à brava. Demore o tempo que demorar, estou pronto para recolher tudinho o que há para recolher. Se antes de conhecer cada nível, era essa a curiosidade que me motivava, agora é mesmo o querer esmiuçar tudo que me mantém entusiasmado. Não sei, mas esta é para mim a melhor sequela que Yoshi’s Island já teve.

 

up
Veredicto
Dos poucos jogos que me faz querer completar a 100%.
Plataforma
Wii U
Produtora
Nintendo
Autor: Luis Teixeira Pesquise todos os artigos por

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