Zombie Dash

7
Longevidade : 7/10
Jogabilidade : 8/10
Gráficos : 7/10
Som : 5/10

Jogabilidade sólida | Viciante | Divertido

Música e efeitos sonoros repetitivos

Zombie Dash, produzido pela Italy Games, é um jogo incrivelmente divertido e viciante onde o nosso objectivo é livrar a nossa cidade de uma epidemia de zombies enquanto corremos e disparamos sem parar. Contando com duas personagens, um rapaz e uma rapariga, e várias armas, escudos e outros métodos de combate, Zombie Dash é uma aventura que custará largar.

A jogabilidade é simples, temos um botão para saltar e outro para disparar. Tratando-se de um runner, o nosso objectivo é sobreviver às várias ondas de zombies enquanto corremos por um cenário repleto de perigos (desde abismos, choques e espinho) e vamos tentando chegar um pouco mais longe. Parte do seu apelo reside na contagem do nosso progresso. À medida que vamos correndo, um medidor vai contando os metros, dando sempre vontade de ultrapassar o nosso recorde anterior. Temos disponíveis três vidas, com a possibilidade de encontrarmos mais. Trata-se de um jogo que não é fácil, conseguindo criar situações difíceis que nos forçarão a observar o ecrã de game over vezes e vezes sem conta. Quero também salientar que não existe pausa entre danos: se não conseguirmos reagir a tempo, podemos perder no espaço de um segundo. Contudo, o jogo possibilita a recuperação e é fácil dar a volta ao problema.

Nem tudo são perigos em Zombie Dash e estão espalhadas pelos cenários várias moedas que conseguimos apanhar e utilizar na loja para comprarmos melhores armas. Temos também acesso a várias caixas-surpresa onde podemos apanhar todas as armas disponíveis do jogo, tais como escudos e vidas extras, por um tempo limitado, auxiliando-nos nos momentos mais complicados. Todos estes elementos ajudam na construção de uma jogabilidade equilibrada, divertida e viciante.

Quanto mais avançamos, mais inimigos vamos encontrando pela frente e mais rápido o jogo fica. Encontrei momentos em que o jogo ficou um pouco caótico, com inimigos e outros obstáculos a aparecem muito depressa, quase impossível de os evitar. A dificuldade escala de uma forma controlada, dando-nos tempo suficiente para nos habituarmos, e é bom evidenciar que o jogo aguenta cenários muito carregados sem slowdowns ou qualquer outro tipo de defeitos que poderiam estragar a nossa experiência. É um jogo bastante sólido e a própria arte dá-lhe um toque de originalidade, separando-o dos inúmeros jogos com mortos-vivos, apresentando um tom mais jovial e descontraído. Os gráficos são impecáveis e temos quatro cenários diferentes que vão rodando de 1000 em 1000 metros. Não os achei enjoativos, acho que a mudança acontece no ponto certo e sempre dão mais vida ao jogo. Os modelos são o ponto forte dos gráficos do jogo, principalmente os dois personagens principais.

Encontrei um pormenor na jogabilidade que acho interessante. À primeira vista parecia ser um bug mas, quanto mais joguei, mais me apercebi que equilibrava a jogabilidade e tornava o jogo mais desafiante. Existe um atropelamento entre o botão de saltar e de disparar: se carregarmos nos dois ao mesmo tempo, ou ficarmos a disparar constantemente, um dos botões acabará por falhar e levar-nos à derrota. Considero ser um pormenor porque acaba com o button smashing, fazendo-nos pensar melhor nas nossas jogadas e não estar sempre a disparar. Se não podemos estar constantemente a carregar no botão de disparo, temos de pensar quando saltar e disparar, construindo um jogo muito mais sólido e desafiante.

Contamos ainda com um Boss Mode, onde temos de lutar contra uma enorme nave. É muito mais difícil e frenético que o modo normal, mas é também o modo que vos fará voltar mais vezes. Temos acesso a mais moedas que nos permitem comprar mais armas e há um maior número de zombies para matar, acaba por ser mais divertido que o modo normal.

A música e efeitos sonoros são muito medianos. Tal como os cenários, a música muda cada vez que atingimos 1000 metros e algumas das faixas são razoáveis mas, ao contrário da parte visual, senti que são mais saturantes. Uma delas ficou-me de tal maneira na cabeça que basta ouvi-la para ter vontade de perder o jogo só para não ter de continuar. Para um titulo tão sólido gostava que tivessem mais cuidado com a parte sonora e, mesmo que os efeitos não sejam maus, não são suficientemente bons para serem mencionados pela positiva. Fazem o seu trabalho, nada mais.

Também pela negativa temos o preço das armas. Acho os valores demasiado elevados, escolhidos possivelmente para aumentar a longevidade do jogo. Tendo em conta que é um jogo, por si só, viciante, não vejo o porquê de colocarem valores que nos impossibilitam de experienciar uma maior variedade de armas e criar outro tipo de estratégias. Contudo, se gostarem realmente do jogo, acreditem que terão vontade para continuar a apanhar os milhares de moedas que pedem, mas continua a ser uma escolha um pouco descabida.

No final do dia, Zombie Dash é um jogo extremamente divertido, podendo agarrar-vos durante muito tempo. Com uma jogabilidade sólida e equilibrada, e um grafismo diferente e muito bem realizado, é um jogo que vos aconselho. Sendo grátis, não há qualquer razão para não o descarregarem. Vão por mim, vale a pena.

Autor: Joao Canelo Pesquise todos os artigos por

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